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Hoje chegara, de mansinho. Uma raiva surda. Quase debilitante. Um ladaínha de uma certa, e persistente existência. Por vezes, o que chamo dança da morte. Pelo menos, para os meus sentidos. Mas, em vez de se propagar como é habitual, quase derrotando tudo o que quero, algo alterou esta estranha dança. Tu.

Quase não te vi chegar ao meu lado. Animalidade que em mim habita. Que me torna pouco dado a olhar ao redor, quando mergulho nesta raiva. Nem sequer ouvi a música, que na penumbra da casa, soava. Como eu a amo: Dura. Rápida. Feia. Como eu.

Sendo eu dado à primazia dos instintos, sempre tão atento, deveria ter ouvido os teus passos. Ou se calhar, não. Porque quando queres, caminhas como a brisa.

E tão só, estendeste as mãos. Irrecusáveis mãos! Ergui-me, por ti. Subitamente, ferozmente consciente dos meus sentidos. Abraçaste-me. Envolvido nos teus braços, no cheiro do teu cabelo e na sofreguidão do momento, esquecido da maligna dança da morte, entreguei-me. Como só tu  o consegues. E, dançámos.

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