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Primeiro, um golpe. Um corte.

Depois, um fio de sangue. A alma, esvaí-se.

Uma lágrima, rosto abaixo. Apenas uma.

Um grito. Mudo. Desmontando o universo.

Semicírculo agreste. Lenho rompido. Decifrado.

O coração, cruel mestre, acelera.

Um leve desejar. Que não viva. Nunca mais.

Por lamentos e segredos, o vermelho instala-se.

Puro. Intangível. Tinto, de agonia.

Tão plena é a vida. E tão fugaz, é a minha vontade.

Plácidas carícias. Percebo o que me submete. O mundo.

Em sangue. Braços que se abrem. Pingas rubras.

Os olhos em pó. Já secos, por desvirtuadas visões.

E só pela noite me transcendo. Impossivel e grostesca visão.

Flores. Ao canto. Antes brancas. Eis que se tornam vermelhas.

Como o desespero. Que não escurece. Apenas desespera, tinto.

 

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