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Nunca houve uma amanhã. Onde eu pudesse desejar o fim deste vazio. Em austera demência, a verdade me banhou. Onde florescia a fé e a ternura, espinhos cravados na carne, são agora a minha única luz.

Este infindável vazio, sem salvação, não escuta o que digo. Nem o que grito. Apenas o que escrevo. Prova de insanidade. Palidez devassa.

Escolhi a solitude dos meus anos. Cada palavra, uma dor. Em cada gemido, uma certeza.  Por águas turvas, o amanhã não voltará. A mim. Nem por um grito, o fará. Resta-me permanecer. Ardendo, em agonia. Pelo que poderia ter sido.

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