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Estou aqui, deitado, debaixo

debaixo de um Sol imundo! Que me sufoca

sufoca, mata, quer que sufoque

a minha face, longe da escuridão, arde,

braseiro, calor, sem ti

 

E o céu, tão súbito, esvaziou-se

num lençol de nada, apenas ilumina

o que de mim fica, rasteja

sem estrelas ... desilusão,

tu também não brilhas!

 

Branco lençol, que cobre a minha face

sem luz, túnel, respiração

acabamos por sofucar, todos

eu, tu ... em raiva,

sem amor, sem mágoa

 

Quero vestir a tua pele,

deslizar em ti, repelente

ser a tua respiração, ódio

arfar intenso, irado, insalúbre

por fim resignado, desaparecer

 

Maldito soluçar, este

atormentado por espinhos sangrentos

sem consciência, sem temor

apenas torpe, apenas meu

destoando na tua melodia, em  dias de silêncio...

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