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Creio que foi a vida que me tornou assim. Que me deu esta bizarra vontade, de cuspir na coroa de vaidades, ostentada por muitos que conheço.

Foi a vida que me fez ver. Fez? Não. Obrigou-me! A ver como tudo o que anseio ou cultivo, se transforma em merda!

Podia conter-me. Tapar a face com as mãos. Suportar. Mas morreria como muitos outros: fantasmas de si próprios.

Prefiro ver. Prefiro padecer. Vendo opostos. Claramente, mortos na consciência. E tenho pena? Lamento? Não.

Basta sentirem como lhes foge a ilusão, o orgulho, a fonte de reflexo, para me sentir grato. Vê-los a alongarem o pescoço da impossibilidade e da impotência!

Emancipo-me, assim. Descartando tudo o que desvalorizo. O que sei inútil. Após tentar viver nesta suja condição. Sei que nada posso.

 

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