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Somos as únicas criaturas que se disfarçam. Raramente assumimos o que somos. Temos horror em demonstrar a nossa verdadeira personalidade. Os poucos que se afastam desta maldição, são, por norma, rotulados. Um estigma. Com vários nomes. Todos eles ofensivos. Arrogante. Orgulhoso. Lunático. insencível. Entre muitos outros.

Quem se mascara, gosta de parecer ideal. Sempre amigo. Viver em permanente harmonia. E depois, quando assumem a sua verdadeira face, tornam-se grotescos. Disformes. Falsos e mentirosos.

Não será preciso ser advinho ou super dotado, para os sentir. Patéticos. Rodando sobre si próprios. Tentando morder a própria cauda. Artistas de circo. Mascarados. Correctos e sóbrios. Dotados de visão míope.  Divertem-me. A sério!

A máscara pode ser religiosa. Samaritanos e bem intencionados. Rezam por todos. Mas desacreditam os seus semelhantes. Preferem a castidade física, pouco lhes importa que a sua alma não passe de um diário de imundíce. Toupeiras. Ridículas.

Ou então, festejam a harmonia da companhia. Tantas vezes forçada pela garganta abaixo! Acham-se indispensáveis. É a máscara da socialização. Odiosa. Porque muitas e muitas vezes, é terrívelmente confrangedora. Sufoca a própria vítima.

Porque será que isto sucede? Apenas connosco. Criaturas de hábitos e cruéis banalidades! E ainda assim, tão vasta é a colecção de disfarces. Somos pobres de espírito. Quando chegamos ao ponto de necessitar de uma máscara para sermos genuínos.

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