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Por apenas uma vez, sonho. Sonhei. Que tudo o eu dizia fazia sentido. Onde existiam dúvidas e pressentimentos, se revelavam verdades.

Sonhei. Que na minha voz, podias ouvir a minha canção de guerra. Por breves verbos, poderia ser ouvido. E onde habitava, uma meia luz inundava a escuridão.

No meu mundo, ténue de equilíbrio, caminhavas sem receio. Sem terror, sem loucura. Para além deste vácuo infermo. Eu estava sóbrio. Eu não sentia angústia. Conseguia dormitar. Num chão rachado. Frio. Invernal e, mesmo assim, amigo.

As lágrimas que afogavam o meu rosto, eram afinal, de cristalina certeza. A certeza da chegada. Onde? Não me importava. Apenas que chegara.

Poder, finalmente olhar cá  de cima. Sangrando do pés, caminhante, podia sentir-me apenas humano.

Um sonho, onde rejeição era carinho. Sonhos. Onde a minha paixão se desvanecia, nos teus lábios.

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