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“Isto aconteceu em junho, cerca um ano depois da queda do meteoro. A pobre mulher, aos berros, falava de coisas no ar que ela não podia descrever. Em seus delírios não havia um só substantivo específico, mas apenas verbos e pronomes. Coisas se mexiam e mudavam e esvoaçavam, e os ouvidos vibravam com impulsos que não eram bem sons. Algo estava a ser levado — estava a ser extraído dela — algo que não devia existir estava a agarrar-se  a ela — alguém devia afastá-lo — nada ficava quieto de noite — as paredes e as janelas  moviam-se .“

“O seu marido não a internou no hospício municipal, mas deixou-a vagar pela casa, enquanto não causasse mal a si mesma ou aos outros. Mesmo quando a sua expressão se alterou, ele nada fez. Mas quando as crianças passaram ter medo dela, e  o seu filho mais velho quase desmaiou com as caretas que ela lhe fazia, ele decidiu trancá-la no sótão. Em julho, ela deixara de falar e rastejava de quatro como um animal. E antes do fim do mês, o seu marido teve a monstruosa impressão de que ela brilhava levemente no escuro, da mesma forma como a vegetação da fazenda.”

- “A Cor que Caiu do Céu”, de H. P. Lovecraft

 

Porque consumo desmesuradamente, este escritor ...

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