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Lembro-me de quando tudo eram certezas. Nada era definitivo e tudo se arranjava. E quando nada podia fazer, voltava as costas e não pensava mais no caso. Já não é assim. Nem por sombras. Se calhar tornei-me mais sábio, como quando vemos açoitar um cão até à submissão.  Acima de tudo, canalizar o ódio e a frustração. Sou incapaz de dar conselhos e por norma, se os dou, a resposta que recebo é um revirar de olhos. Não aconselhável!

Numa existência voltada para o que acham os outros, é obrigatória a vénia à parcimonia. Não devemos ser capazes de dizer o que pensamos? Mesmo sabendo nós, que aquela criatura ali, à nossa frente, nos odeia ferozmente? Sabendo que nos tolera apenas, porque não nos pode assassinar? O que  fazemos quando nos arrepia a sensação de que  estamos ali a mais?

Agora já nada acho simples. Porque também já nada é normal, diga-se. E esta armadura que me cobre, tão eficaz a retalhar ofensas, não serve para melhorar a minha visão das coisas. Apenas mais perguntas e poucas respostas ...

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