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Há criaturas, daquelas a que chamamos tão carinhosamente humanas, que respiram neste planeta superlotado, que se julgam permanentemente passíveis de impunidade. Revestem os seus actos e expressões de atitudes sobranceiras e artificiais. Escondem a sua falta de sensibilidade com acções insensatas e ignorantes. Para isso servem-se da desculpa e do lamento. Passando com isso, a agir uma e outra vez, exactamente da mesma forma. Um forma de viver a vida, diga-se. Nunca se chegam a queimar. Porque conseguem sempre escapar. Airosamente.

Por isso provocam. Atropelam e massacram. Até que que a paciência se esgota. Ignoram, creio que estupidamente, de que para cada acção existe sempre uma contraacção. De que tanto viajam na sua glória, supostamente impune, que quando chega o ponto de ebulição, não conseguirão fugir. Impunes.

Pois é, atravessam o caminho de outros. Sujeitam a tratamentos de paciência e tolerância. Insultam e ameaçam, ainda que forma frágil e inconsistente, e nada aprendem. Nada escorre nas suas cabeças. Apenas a ideia peregrina de que vivemos em liberdade. De que podemos manifestar as nossas idiotices sem penalização. Triste engano, claro. Porque ainda existem neste planeta habitado por criaturas como estas, pessoas que se fartam e enfadam. Que ainda sabem os seus limites.

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