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Aos que dizem que estão de partida. E ficam, uma e outra vez. Quando não deveriam. São como a  dor num dente: começam com pequenas palpitações. Pressentimo-la, naquela persistente transição. Irrita, mas ainda não preocupa. Vamos para a cama, tentar dormir, sabendo que algo trágico nos acontecerá. No dia seguinte. Aliás, parece ser, esta, uma estranha danação. É sempre na manhã seguinte que nos arrependemos de ter, sequer,  deixado que doesse.

Pensávamos que partiria. Que não voltariamos a vê-la. Raios! Até a senti-la, que fosse! Mas não. Ei-la, na manhã seguinte. Um abcesso enorme! Não nos largou, afinal. Estamos aborrecidos. Paracetamol, para acalmar as dores. E porque diz que se vai e não vai, uma visita ao dentista é sentença. Antinflamatório para perder o abcesso. Mais Paracetamol  para as dores, que são muitas e dolorosas, mas não nos livramos de certas coisas. É sina, digo-vos!

Deixamos de esfregar as mãos em extâse. Mesmo quando a dor de dentes se vai e com ela o inchaço, sabemos que não teremos outra forma fugir de quem diz que se vai e não vai. Duas opções se apresentam ao incauto: desvitalização total, pelo que não sabemos, mesmo assim, se não voltará para nos atormentar a paciência, com as suas queixas e gregarismo piegas, ou a solução final, arrancar até à raiz. Esta, se calhar, mais radical, mas mais racional.

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