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Quantas vezes tomamos a consciência de que alguém, que nos é familiar, se afunda. Se consome em estranhos desejos e desígnios. Notamos que é incapaz  de parar. Não é possivel evitar a espiral de desagregação em que se lançou. Nada funciona. Nada chega para a salvar.

A minha maior frustração passa por isso. Uma raiva surda, que só a impotência do momento me pode causar. Porque sei, com todas as fibras que me movimentam, que essa pessoa já passou muito para além dos meus limites. A incapacidade de acção só é ampliada pelo ódio a uma verdade que lá está, que sei ser única e sem consolo: essa pessoa, ela mesmo, já há muito abandonou quaisquer réstias de resistência. Há muito se rendeu. E não quer ser ajudada. Numa miserável existência que só lhe traz aflição. Uma vida de merda, a ser vivida em merda.

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