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Inspira, longamente. Porque começa sempre da mesma forma. Quase sempre em agonia.

Mas respira. E retira a lâmina do teu corpo. Lentamente, mesmo sabendo o que fica. O que permanece no corpo. Estilhaços de desilusão. Manchas vermelhas. Tintas de dor. Pó, a fumegar. Do cansaço. Porque se celebra uma imperfeição. Uma impossibilidade venenosa.

Cacos de vida. Respirando desespero. Vermelho. Ou negro. Depende, apenas  de nós.

Mas talvez seja psicótica devoção. Esta imensa motivação para sangrar a alma. Se calhar ...

O medo é apenas uma interpretação pessoal. Dizem-me. Para mim, esse medo, alvo de insanidade, é uma marca de afastamento. Por isso sangro, em solidão que não tem preço. E quero. E insisto em tentar asfixiar o mundo, com estas mãos! Deixa-lo cego. Paralisado. Assim, talvez possa silenciar a minha impureza. Imperfeita.

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