Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Vou! Se calhar, não.

Vou pôr um fim a tudo isto. Se calhar, não.

São muitas as vezes que terminas algo. Mas, de facto, nunca acabas com nada. Apenas, és assim. Tens desejos e aspirações. E um deles, muito forte e pungente, é o de afirmar, escrevendo, que acabou! Não voltarás! Estás farta! Só para afastar a letargia da tua pobre existência. No fundo, bem enterrado, está a tua necessidade implacável  de devoção alheia. Precisas de acólitos. E acólitas. Que, assim que anuncies o fim, logo acorram! Bajulando em afecta reverência. Dão-te desde logo, uma dádiva de amor babado. Odioso, mas que te faz sentir, direi ... desejada?

Por isso retornas. Sempre. Estás de volta!! Gritas de braços abertos, a cada pedido dos acólitos. Afinal, o fim, nunca foi o fim. Apenas um meio, para atingir um outro fim. Sentires que ainda existes. Que os que te seguem, mesmo nunca dando o que queres, verdadeira vida e desafios, são a única preciosidade que tens. Passas de vítima, hipócritamente desprotegida, a gloriosa Fénix, renascida das cinzas! Uma vez mais. Nunca se lembrando do passado, não percebendo como inútil é o retorno dessa figura mítica. Que não entende, não aceita, que mais vale morrer em glória, do que renascer em inutilidade. Porque não é diferente. Apenas igual. A mesma estirpe.

 

Como mudaste! Deixei de te odiar. Ou desrespeitar, até. Apenas passei a sentir contemplação. Tristeza. A necessidade de afirmação, fez-te vítima. Tornou-te patética. Nada engenhosa. E pior do que isso, os acólitos e acólitas que te acompanham, são na sua maior parte, piores do que tu. Veneram um  estranho amor: conformista. Obeso. De vulgar e vazia dedicação. Oco.

... Como te transformaste!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)







topo | Blogs

Layout - Gaffe