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Inexplicável, esta vontade. Esta paixão. Inexplicável. Por tudo o que não me serve. Pelo frio, onde deveria valer o calor.

Sufocar. Acho que é isso. Abalar a fé que tenho. Não deixar respirar uma resposta, abafando-a com dúvidas.

Acho inútil, tais tentativas para reaver emoções perdidas. Se calhar ficam melhores nessa forma: nuas e mortas.

 

Acho-te bela, no entanto. Mesmo na minha obscuridade gelada. Ver-te. Por ti navegar, soluçando iras.

Canto, entoando ladaínhas. Por mim, já teria desfeito esta existência. Implantando solidão e silêncio, não fosses tu ...

 

Amo a tua virtude. Tão tua! Quando passas a língua pelos meus lábios ressequidos. Sedentos, loucos, pelo teu beijo!

Trazes o sibilar das juras secretas. A mim, que já não acredito nos outros. Apenas em ti.

Chega-te a mim. Protege-me. Salva-me.

 

O sol falhou! Onde raia, agora? Por onde rasteja essa luz?

Pouco importa. Tu existes! É o suficiente, para um mendigo como eu.

Portador de mil pragas, que só tu, nua, consegues afastar.

 

... Inexplicável, esta minha paixão.

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