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Um perfil fadado à desgraça existencial constrói-se, sabiam? Começa sempre pela morte das crenças mais intímas. Substituindo-as por algo mais plausível e de acordo com o que nos rodeia. Aquele factor que nos torna realmente sobreviventes. A adaptação. Adaptamo-nos, eis o que é. Por fora seremos plásticamente aptos. Todos nos aceitam e transmitem segurança. Mas assim começa algo. Um aprofundar de abismos. Um mar de pequenos borrões negros que não morrem. Antes crescem, como sórdidos parasitas. Obrigados a conviver com isto, porque assim ditam as regras, vamos lentamente, assumindo defesas. Ou pura e simplesmente morreremos mais cedo do que o nosso "fim de validade" genéticamente estabelecido ... pela nossa própria mão.

 

Creio que nascemos realmente livres. A escravatura começa quando tomamos, verdadeiramente, consciência do que nos rodeia. A partir desta consciência, nunca mais seremos realmente livres.

Uns, tornam-se parte de um todo. Pelas mesmas regras e pensamentos. Outros, incapazes de aceitar  esta condição, debatem-se permanentemente. É uma "carnívora" fome de fuga. Uma incapacidade para obedecer à normalidade. Só por "golpes sangrentos" se sentem realmente vivos. E não apenas no limiar de todos os dias. Naquela ténue fronteira entre a racionalidade e a loucura.

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