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É vê-los a deambular pelas ruas. Na maior parte das vezes, aos pares, que a segurança dos números é mais vantajosa. Batem à porta. Insinuando livros escritos. Procurando explicar o inexplicável.

Vagueiam debaixo de muitos nomes. Juram por outros Deuses. Mas todos respondem a uma palavra: fanatismo.

Clamam a boa nova. A palavra divina. O nascimento de um filho de Deus. Um Natal. Que estranhamente, só se comemora numa parte deste mundo de merda. Na outra, este filho não nasceu. E o Natal é palavra que nem existe!

Agitam ameaças. Proclamam reverências. Num mundo onde a Mulher,  a única criatura que realmente possuí inteligência realmente capaz de alterar a nossa existência,  uma vez mais num mundo de merda, é votada ao papel de pecadora suprema! Coberta dos pés à cabeça, por panos, subjugada e aviltada. Eles sabem, esses estranhos padres de todas as religiões. Criaram seitas patriarcas onde se teme uma Mulher. Porque dela saí realmente a vida! Não de um culto! Não de um livro escrito por homens. Para homens. Desequilibrados, senhores. Tontos e  delirantes!

 

Mas já o sei - eu homem - manchado por por tamanha imundíce hipócrita e idiota, nasci para a guerra. Só pela força submeto. Mas, no intímo, bem no amâgo, sei: enquanto acreditarem, homens e mulheres, na minha religião, criada e Oh, tão bem urdida!, por mim, nada mudará! Submeterei quem devo e não haverá dúvidas quanto ao meu reinado.

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