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Luscinia, pequena luscinia ensina-me agora. Fala-me da força. Enquanto deixo esta revolta a marinar entre os sucos da tua persistência. Os dias e as noites, afinal, são reservados para ti. Um muito modesto acenar ao teu lugar. Demasiado modesto, se me perguntas.

 

Tristeza, conta-me os seus tremores.  Enquanto brilha essa melancolia fortuita - que o senhor de chapéu de coco preto e nariz vermelho procura o teu sorriso entre palmas e truques de faz-de-conta. Estou perdido pequena luscinia, sabes disso? Mesmo entre o aconchego dos teus dedos na minha palma, não quero reconhecer-me.

 

Não é tua condição reinar na chuva. Nem sequer aos teus olhos passearem afoitos entre a sabedoria das sombras. Não. Não te é permitida tal condição. De alguma maneira, insistes em reescrever a minha razão, duvidando. Não és igual a nada ou ninguém, pequena luscinia. Em ti a escuridão está ausente. Atlas abriga a mão na tua face e descansa. Envergonhado.

 

 

 

 

 

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