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Sejamos pragmáticos até ao absurdo. 

 

Aceito que sintam ciúmes de mim. Nada de anormal. Aceito que sintam raiva pelas palavras que troco com outras pessoas, quando estas se reduzem à insignificância que é sua por direito. Aceito que, por mais do que uma vez, pessoas tenham sido prejudicadas por falarem comigo. Sequer por comentarem o que escrevo com agrado. Nada se revela mais previsível ( doce, sempre doce Pavlov!) do que o remoer das pessoas incompetentes, banais e ciumentas pelo que nunca tiveram e nunca terão: a minha disponibilidade.

 

A mente de certas criaturas, maciçamente incompetentes para lidar com as desilusões de uma vida a terminar e que, insisto, nada de concreto produziu para além de uma pequena prole que não sei se vingará onde elas próprias, mesmo com imenso esforço são nulas, é um campo perfeito para dissecar banalidades. O ciúme reside exactamente numa banalidade que estes seres não aceitam. Não são superiores. São inferiores a tudo o resto. São estes que consomem o que outros duramente produzem. Anos a fio a absorver sem retorno. Chego à conclusão que não são merecedores do meu ódio. É algo mais triste e desolador. Merecem a contemplação dada aos desvalidos falhos de capacidade verdadeiramente racional. Comem e dão sorrisos. Desejam bom natal e sentem o ciúme. 

 

Creio que afinal se reza muito, em certas existências. Creio até que se de deveria beatificar as suas carcaças na morte. É indesmentível um certo exalar de casta santidade.

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1 comentário

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De Rii* a 20.11.2016 às 22:34

Obrigada pelo teu comentário.... Até eu tenho saudades das minhas viagens....

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