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Eu nunca parei. 

A minha mãe desde cedo me confirmou uma certa estranheza pelo facto do seu filho não ter feito o percurso normal do récem - nascido: gatinhar e depois andar. Disse-me que me limitei a erguer-me, agarrado a paredes e recusei o gatinhar. E eu nunca deixei de andar. Marchar. Caminhar sempre para mais longe. Por isso sou um viajante. Desloco-me por espaços físicos com a mente sempre aberta ás distâncias a percorrer. E são imensas! Nunca acabam. Morrerei com o conceito atravessado  no meu corpo. Nunca conseguirei viajar o suficiente. Caminhar o necessário e desaparecer entre as neves por onde tanto me pacifico enterrando as botas no manto branco.

 

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