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Soube, porque muitas vezes e por mais esquecido que esteja, existe sempre quem pegue na velha recordação e sacudindo o pó, lhe confira estatuto de vida que não tem. Como que acendendo uma vela em noite de vento forte. Sabendo que apenas servirá para confirmar o que eu sempre soube. Que iria acontecer e voltaria a suceder. Sei que uma vez mais, foi escorraçada de outras bandas. Pensei sempre que já não estivesse presente, sinceramente. Culpa minha, claro. Deveria ter imaginado ... Mas o angélico floco de neve revelou-se ferida aberta. Afinal, talvez tenha compreendido que rosnar apenas, não chega. Quando tudo o que se mostra é uma boca desdentada. Pateticamente  vazia de ameaça. E eis que o angélico bolo de fruta tão doce foi vomitado para o seu canto! Canto que sempre lhe pertenceu. Ganindo ameaças e sem saber como curar as feridas de mais uma purga colectiva. Creio que sempre lhe assentou bem esta sua verdadeira condição. Olhar o espelho e ver-se animal caçado. Encurralado e com a única opção vergar e abandonar. Poderá ser agora o fim e o descanso que a tantos deve? Uma vez que, pelo que sei, foi uma vez mais reduzida a uma condição de silêncio e rendição. Tristemente amedrontada. Covarde. Nem todos sabem muito da arte da guerra e a facilidade com que se tornam alvos da maioria nem sequer é de lamentar. Apenas é triste e surreal.

 

 

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