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Tornou-se um velho hábito meu, cerrar os olhos e deixar adormecer o corpo. Enquanto a mente viaja e se afasta. Nem sempre chega a sítios calmos. Nem sempre. Não falo sobre certos locais e nem admito que existam em mim. Mas chego ao local onde odeio e onde estou verdadeiramente só. Sozinho eu e o mundo. Só, no coração e na mente. Sozinho entre amigos e família. Em todo o lado. Só quando me levanto da cama e durante tudo o que resta dos dias e noites.

Odeio estar só e odeio a companhia dos outros. Estranho. Odeio ter de falar e conversar, acompanhar os outros por caminhos que não são os meus. Odeio ter de chamar as pessoas pelo nome que nada me diz. Ainda me espanta como respiro entre quem diz estar esperançado do que seja. Tento que a minha cabeça não se torne preguiçosa. Mas, mesmo assim, deposito toda a minha fé numa certeza de que dor é sentir. Sofrer é um dogma da dor, intransponível. Desejava poder viver sem dor e assim sem sofrimento. Mas estes não são dias assim.

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1 comentário

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De Rii* a 09.11.2014 às 02:43

é sempre bom ter um cantinho confortável para deixar a alma vaguear e descansar

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