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 Não lamento o que já se passou. Raramente revejo porque razão agi em determinado momento de uma maneira, quando poderia ter dado outras voltas. Possivelmente, poderia ter pensado diferente. Mas realmente, muitas vezes tudo se dissolve naquele fumo ou naquele trago de gin. Porque por vezes e ainda que não se queira, a necessidade de esquecer torna-se numa tirania diária. Pouco me interessam os motivos do que já passou ou ficou para trás. Ainda que se julgue possível ouvir os gritos de certos momentos isso não acontece. Apenas são sussurros e eu sei perfeitamente com que facilidade deixo de escutar quem sussurra. 

 

A distância deixa-me à deriva. A insistência de apenas escutar as palavras de alguém que arrogantemente  cravou uma adaga na minha solidão enche aqueles dias em que me afasto do sol ou do calor dos dias. Porque veja-se, conheci-a na escuridão e quando o frio enchia a noite. A sua mão mostrou-me onde é que a aurora boreal se espreguiça e em que pontos se torna mais distante e bela. Daí que irei fugir para outra latitude, claro. Porque tenho uma estranha capacidade, voltar as costas a tudo o que me causa distanciamento do que realmente considero paz interior. Felicidade. Alguns, os poucos que realmente sentem, chamam-lhe assim.

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