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Irmãos ...

 

Que estranho êxtase esse! Por estranhos vapores e incensos, homens pensaram e decidiram a santidade. Eis! A vossa santa presença em quimeras onde outrora vagueavam pastores desconhecendo os mistérios do universo - que não se importa com os santos. Nem vislumbra milagres. Nem respira as devoções que se banham na utopia da glorificação.

 

Sabeis, irmãos ...

 

Que me visto com rigor em ocasiões solenes? Na vossa morte criada e nutrida por visões e segredos atestados por velhos senhores, enquanto vão arrastando as sotainas nas pedras de monumentos há séculos mortos. Pelo vosso segredar ajoelhado e dedos entrelaçados aguardando o vazio do esplendor beato. Visto-me com rigor.

 

Pelo branco que se aceita limpo ou antes o negro do puritano, sabeis ...

 

 

Que não vos vejo em celeste redenção? Que me julgueis caído e em comunhão com outros e cego! Porque não consigo deixar de perguntar e julgar vosso ungir, perdido que estou, ante a vossa estéril cama. 

 

Que estranho êxtase esse, irmãos ...

 

Cego e surdo ao que se aproxima. 

 

 

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