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Por vezes, quando eu penso que tudo está esquecido e devidamente encaixado num sótão escuro, regressam. Eu sempre achei ser uma virtude a capacidade de adaptação. Mesmo a muito custo. Ainda que nos custe ódio precioso e paciência que nada mas mesmo nada tem de santa. Porém, regressam. Talvez por incapacidade genética de procurar um rumo ou então, pela infeliz inutilidade de poderem caminhar sós, regressam. Se calhar, porque essa é realmente a sua verdadeira e única condição humana: os seus limites há muito atingidos levaram a lugar nenhum. Por entre paredes, em absoluta miséria pessoal, decidem regressar. E provocar. Sim, não passa de uma ligeira picada que apenas irrita, mas ainda conseguem voltar a ser recordadas. E odiadas, porque se trata de um ódio de estimação que nunca morrerá. E ironizadas, porque se sabe os seus motivos e as suas desculpas para voltar a tocar  solos malditos  que nunca serão os seus. Acaba por ser revelador, o consumar dos seus regressos e as certezas absolutas confirmadas. As fraquezas de espírito corroem a alma. A cobardia da falta de amor próprio é algo que sempre me enojou, mas o que realmente mais mais náuseas me provoca é a incapacidade de evolução! É o regredir quando se deve avançar. É o insistir nas mesmas coisas todos os dias da sua existência inútil.

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