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Todas as decisões que tenho tomado e que me levam aos lugares e destinos em que me encontro, sinceramente nunca as considerei como certas ou erradas. Antes urgentes. Tão urgentes como os pés que me carregam e este coração bate. Isto sempre foi o meu ritmo. A minha toada e compasso de marcha. Por isso, não me faz diferença que termine o verão ou o inverno seja a morte das cores e do sol. Não me interessam as folhas caídas nos passeios e os agasalhos da alma que requerem o calor da expressão e do gesto firme.

 

A minha casa, ainda não totalmente encontrada, o meu caminho, ainda incompleto, são a plena aceitação do que tantas vezes me foi dito. Os que tanto esperam e desejam morrem invariavelmente no desapontamento. Por isso, talvez seja por isto que nada espero. Realmente. Renunciar para sacrificar?  Acima de tudo, a plena noção ( por isso assustadora!) de que nada é capaz realmente de me demover. 

 

Hoje, as distâncias são do tamanho de oceanos. As separações, terra de ninguém. Alcançar a outra margem, sistematicamente fustigado pelas ondas, muitas vezes acaba com a consciência. Muito por minha culpa. Infelizmente ainda não consigo respirar com os pulmões cheios de água. O que me devora é que se chame casa ao que eu chamo isolamento. Que se chame amor a uma prisão de espelhos. Onde o que  se acha ser a segurança eu ache apenas um atraso temporário que apenas me afasta do que quero.

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