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Aske ...

 

Não somos filhos de deus. Não dormimos em camas celestes. A nossa mãe chama-se noite escura. Responde pelo nome escuridão. Nunca como hoje, isto foi tão revelador. Tão intensamente intimo do que sou. Do que somos. 

 

Não acredito em luzes de conhecimento. Não existe luz ao fundo do túnel! Seja ele qual for. Nascido de uma mãe apenas para que me fosse permitido conhecer a escuridão e as sombras. Nem sequer isto me chega. Sei que não chegarei a envelhecer e muito por minha culpa. Apenas por minha saudade e culpa. É estranha, esta forma de meditar sobre deuses que não existem e que ainda assim são chamados e sacrificados. Ainda assim, inspiram a festa e a hipocrisia. 

 

Somos pó de estrelas. Existimos enquanto existirmos. Com o fim eu só consigo imaginar escuridão. Sonhar com outros espaços e não este em que habito e caminho todos os dias.

 

Sei, no entanto, como pode curar e ser doce a canção que embala quem é filho das sombras. Longe dos que aparentemente ... me querem salvar.

 

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1 comentário

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De Bruninho a 22.03.2016 às 04:20

Acho que não tens noção de como dói ler essa dor e saber que, essa mesma dor, é o corrosivo elemento da minha essência.
É fácil apaixonar-se por tuas palavras.

Boa noite

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