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Por muito que tente apagar esta noção, eu sei que estou em permanente recuperação. Uma espécie de processo regressivo de reabilitação onde nada do que se deveria identificar comigo próprio existe. E continuo a tentar juntar todos os pequenos pedaços e organizar o todo. É o peso de uma severa saudade. De uma imensa noção de perda quando me afasto. E é isto mesmo que torna possível este coração para coração, esta compreensão ( tão intensamente dolorosa!) de que algo que cresceu e se fundiu numa solitária amizade, onde as palavras trocadas e o respeito mútuo eram a base da nossa companhia, se tenha destroçado pela troca de olhares cada vez mais profundos e, pasme-se!, muito mais conhecedores do interior oposto. Olhar o inverno e a escuridão exterior tornou-se oposto, tão oposto a mim! Desencadeado por confissões expressas, primeiro a medo, depois em segurança, cresceu algo dentro de mim. Quase se torna impossível respirar, em certas alturas. Sinto-me incapaz de qualquer acto de guerra contra uma criatura viva! Apenas segredar protecção e companhia. Sinto que posso rasgar à dentada tudo o resto que me rodeia, sem pensar uma segunda vez. Sei como consigo desprezar e a que grau de ódio consigo envenenar-me. Porém, por apenas uma criatura, um gigantesco problema matemático me foi apresentado, exactamente no preciso momento em que o meu cérebro se encontra exausto! E eu sei a solução! Mas algo drenou a minha energia e algo em mim apenas desistiu.

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