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Morto ao amanhecer ...

 

 

É uma estranha veia humorística, a tendência de pestanejar perante o fogo da certeza que embala a ideia do insubstituível. Aceitar como confirmado o chiste do inigualável é tão possante como crer nas impossibilidades vestidas de juras. Pó de engano.

 

Rejeitem-se pois, os ídolos. Recuse-se a ideia vaidosa de que ninguém alguma vez não possa ser invertido e substituído. Que o coração pode guardar algo mais do que o ressoar existencial. Permita-se a impaciência de olhar o outro no preciso momento. Precisamente porque amanhã se pode conjugar um afastamento sem retorno. Muito mais porque é leve e eficiente a doutrina do esquecimento. Nestas horas tudo incendeia este espaço com a paixão mais cadente. Depois regurgita-se aversão até ao seu mero cheiro. 

 

Permita-se.

 

E não este humor duvidoso. Aceitar o insubstituível e respirar com ele. Depois viver o resto dos dias a escutar o lamento órfão de quem escolheu a lâmina mais aguçada. 

 

 

 

 

 

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