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* In Albis ...*

 

 

 

Sou branco. Caucasóide por definição. Orgulho-me da minha cor de pele numa época em que tal parece assemelhar-se a blasfémia e intolerância. Por razões que desconheço e apenas a sofreguidão mental pode justificar, ter a pele clara e ser homem parece ser condição essencial e sintomática de potencial violador de senhoras, racista, mesmo que inconscientemente, e possuidor de privilégios em demasia.

 

Sou branco. Tenho olhos verdes. Não tenho vergonha de ser e ter. Não sou racista porque acredito que a superioridade se deve provar com acções e decisões, não por cores ou conceitos que nunca defendi. Não sou culpado pelos erros de outras gerações mas respeito e aceito tradições e ensinamentos passados. Sou assim, um infame nacionalista apenas porque me orgulho do que sou e do esforço despendido por outros no passado. Porque se erros foram cometidos, esses devem ser atribuídos a todas as raças e costumes.

 

Sou caucasóide porque nasci assim. Recuso-me a aceitar punição ou estigmatização de outros. Considero quem me julga violador, racista, homofóbico e extremista, um inimigo que deve ser isolado. Não me interessam as zonas de conforto alheias porque na generalidade da existência, poucas são as criaturas por quem sinto afinidade.

 

Não acredito em democracias. O ódio racial existe. Sempre existiu. Mas eu não odeio raças. Apenas se fizerem de mim o seu alvo a abater. Não se chama odiar uma raça. Chama-se sobrevivência. Quem tenta impor regras de conduta condenando-me em antecipação pela minha cor de pele tem o mesmo valor. Nulo.

 

A liberdade de expressão, bandeira de tantos e tantas que por estes dias parecem ter vergonha da sua cor de pele, deveria ser aceite na sua plenitude. Não apenas quando convém e concorda com o que se pensa. Por isso a igualdade é uma utopia, a liberdade apenas uma palavra e a sinceridade política uma comédia.

 

Sou branco. Caucasóide por definição. Não me interessam as cores de pele dos outros. Não julgo pelos seus costumes ou vivências. Não aceito ser vitima de ideias e atitudes de quem não tem a mínima noção quem sou só porque se tornou moda cretinos e cretinas de classe média, que nunca sentiram dificuldades para obter o que seja, arfarem sequências paladinas de ignorância e aborrecimento existencial.

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4 comentários

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De Fleuma a 06.06.2017 às 14:57

Como é óbvio é apenas mais uma das muitas maneiras de demonstrar que está viva e bem presente.

Nada mais. De resto é a estupidez de sempre.

Abraço e beijo Isa!

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