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" A gate to be forced by the somber nobility"

 

...

 

 

Existe um preço a pagar quando o caminho seguido não é o que foi planeado na nossa infância. Quando as tardes eram amenas e era possível ambicionar um destino para a criança em crescimento. É como desejar que todo o caminho seja percorrido debaixo de um sol suave e de destinos seguros. Onde não corram ventos agrestes e que nos fustiguem o espírito. 

 

Em vez disto, talvez tivesse mais senso, desta paz em antecipação a um horizonte cristalino, a escolha caiu no meio da Tundra e dos seus silêncios sepulcrais que nos lembram o dormir dos Invernos mais brancos. Em vez de tudo o resto, o caminho tem sido escolhido pela partilha da distância e quando se reúnem as pessoas partilham-se fogos e calores; deixamos que cresçam barbas longas para que a face permaneça quente e os pelos tornam-se pálidos porque o gelo queima.

 

Partilhamos a música que tantas vezes é um espelho taciturno das noites que habitam estes locais por meses e entendemos a escuridão; que se torna a nossa mãe e nos transforma em algo diferente, tão oposto ao que foi imaginado nos dias e noites amenas da nossa infância.

 

Lamento genuinamente a desilusão nas faces incrédulas. Do sangue que já não verte dos meus braços porque encontrei refúgio nos nevões e nas rajadas de vento que assobiam a sua balada entre os picos gelados e as árvores inchadas pela neve.

 

Lamento.

 

Porque há tanto para ver e sentir. Tanto para saborear nos dias curtos, em noites de olhos brilhantes e cabelos longos. Imenso no companheirismo dos que conseguem ver o que eu sinto e vejo. Quando a exaustão se refaz com um brinde e o desejo que se repita.

 

Lamento. 

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