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É sempre gratificante para mim poder observar que o que escrevo e que certas palavras que uso conseguem ressoar em muitos locais. Metanoia foi uma dessas palavras. Interessou quem, por direito próprio, conseguiu estimular a discussão e isso é sempre bem vindo e claro, tal como seria de prever, também foi palavra que escrita neste local, viajou, escorrendo em ligeiros ribeiros, até às camadas mais baixas e fortemente habitadas da natureza humana.

 

Assim é a condição da palavra Metanoia! Mais gigantesca que o amor e até o ódio. Mais expressiva e opressiva que qualquer outra expressão humana. Mas infelizmente, pouco conhecida dos mais inferiores - estes pouco dados a conjugações nada abonatórias do seu dia existencial. Simples e pacato. Sem muitas coisas dadas a isto de cultura.

 

Mas talvez até esteja a cometer o pecado da ignorância. Coisa que não deve acontecer. Até porque sei que as almas inferiores adoram ler o que escrevo. Talvez a palavra Metanoia tenha rival. Não em expressão intelectual. Aqui não me parece que haja dúvidas. Onde  a  expressão Metanoia perde brilho e intensidade, talvez porque  os deuses também são distraídos e por vezes obcecados  com o vulgar e estropiado, é na intensa conjugação de letras que forma a lendária palavra Cunt! Porque não existe maior expressividade para retratar a mente e fisionomia humana. Nada consegue superar em desígnio certeiro, incapacidade humana ou estupidez latente, como Cunt.

 

Porque enquanto Metanoia designa um caminho para um estado ou um estado que pode levar a um caminho, Cunt é a consequência de um mau caminho escolhido. Cunt é uma mescla de condições que não apenas a da fácil rameira ou de duvidosa virtude. Pode ser uma cabra ou uma mentirosa. Pode ser uma criatura particularmente estúpida, muito acima da normal estupidez. Cunt é quem não consegue soletrar uma frase sem propagar sujidade e absurda pacatez ignorante. Cunt  espelha a condição humana no seu mais baixo grau respiratório onde as questões continuam a acontecer sem uma resposta satisfatória. Porque não se pratica o aborto com maior frequência? Mas será que Deus existe mesmo? Senão porque razão permitiria tal grau de emancipação ignorante?

 

Cunt. O uso desta palavra na minha escrita tem sido questionado porque quem de direito deve questionar. Porque o que é opaco e mesmo assim não consegue ocultar deficiências mentais e físicas, ainda se consegue transcender e questionar. O uso desta expressão por mim é colocado como um facto consumado: que estou a perder a compostura! 

 

AH,AH,AH,AH!!! Permitam que ria. Porque não se trata de perder a Fleuma, não. Permaneço, na atribuição da palavra Cunt, verdadeiro. Estoico e inamovível. De facto creio atribuir uma real condição e direi até, abençoar os desfavorecidos com esta gigantesca palavra! E no entanto, não se trata de perder a compostura. Trata-se de demonstrar que Cunt justifica o elitismo e que mesmo as elites devem, por sagrado dever, descer e visitar as camadas inferiores da  existência humana. E Cunt pode muito bem ser uma palavra-passe para este reino de incapazes e parasitas. Eu também partilho da visão dos desfavorecidos pela mãe-natureza. Que já agora, pode bem ser uma Cunt! Já que não está a tratar dos desperdícios com eficiência.

 

 

Acabo prostrado. Não porque Metanoia tenha chegado ao subnível humano e não consiga ser absorvida, ficando a pairar fantasmagórica entre espasmos de ignorância e manápulas primitivas. Prostrado porque Cunt foi mal entendido. Compreendido como ofensa quando se trata de um dos poucos elogios que a elite consegue proferir. Que tão bem descreve as almas mais estreitas e esforçadas. Que tentam elevar a cabeça acima do chão onde se arrastam. E olhar o céu. 

 

Mas trata-se de condição. Não adquirida. Nascida nos genes. "A Cunt is always a Cunt!"

 

 

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7 comentários

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De Isa a 04.01.2017 às 16:30

Sem querer depreciar este magnifico texto, impõe-se -me, no entanto - e de forma deveras imperativa - a questão que seguramente inundou a mente de todos, ou pelo menos dos muitos dedicados a isso da cultura e etc:

- Opá, Fleuma, mas sempre chegaste a ir ver a revista Happy na página não sei quantas? Humm...?:P

(Ufa. Andava doida pra te perguntar isto)


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De Fleuma a 04.01.2017 às 19:09

Não cara Isa, como já deves ter percebido, eu só gosto de me divertir com a personagem e pelo prazer de a comparar ao que de mais estúpido conheço. Por isso, não me interessam as suas referências. Que sabes serem inócuas.

Mas salva-me por favor! Porque não passo de um cego ignorante! De que se trata? Huh? Deve ser coisa transcendente.
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De Isa a 04.01.2017 às 19:32

Uai... como "salvo-te", se eu própria me estou aqui a afogar em mares de ignorância, e justamente por isso te perguntei se chegaste a consultar a revista Happy, esse ponto de referência de tantas ciências, manancial de consulta de toda a proeminência nas mais variadas áreas de investigação, da qual te deixo aqui o link, de forma a que possas só observar a capa, e daí deduzires a veracidade de tudo o que afirmo, (e já agora, do que afirmas tu também, que não sou egoísta nenhuma pra querer agora andar a abarbatar argumentos mais que sustentáveis. Vai com calma, ok? Cabeça aberta, espírito livre, dá aí um pulito pra fora da caixa, que aquilo é coisa pra impressionar o pessoal. Preparado? Ora cá vai):
https://www.google.pt/search?q=happy+revista&espv=2&biw=1366&bih=638&source=lnms&tbm=isch&sa=X&sqi=2&ved=0ahUKEwi_v8-pm6nRAhXhBcAKHUx5AF8Q_AUIBigB&dpr=1#imgrc=_TtO6SWiMc2mvM%3A






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De Fleuma a 04.01.2017 às 23:24

Mas não, mas não Isa! Como é possível que alguém no seu perfeito juízo não goste da simplicidade bacoca da revista? E o que eu tenho andado a perder? Aquele look tão faminto e Auschwitz! Aquele olhar tão distintamente campo de concentração. E os artigos? Sem dúvida, imagem de marca de quem não consegue assimilar muito mais do que escassas noções de uma assentada. E repara, também já percebi de onde vem as paroladas sexuais...

Assim devo-te uma vénia pelo pesadelo e cinquenta chibatadas em mim próprio por não ter conhecido esta coisa mais cedo.
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De Anónimo a 05.01.2017 às 17:49

:)
A sua associação de almas inferiores, à ausência de cultura, leva-me a pensar numa frase de um conhecido meu (um arauto da escrita de punhal em mão, cinzeiro repleto de piriscas, e copo de gin, já sem limão, por ter gasto todos os limões do limoeiro do jardim do vizinho da época passada):
" para contarmos na vida de alguém, não é preciso que a matemos"


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De Filipa a 07.01.2017 às 09:11

Eu li a Happy.
Não aprendi palavras bonitas nem a escrever bem mas aprendi a fazer tapetes de arraiolos. Conta?
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De Fleuma a 07.01.2017 às 12:27

Deveria contar para nos tornarmos mais Happy. Credo! Ainda não me livrei da tamanho insulto à inteligência e em plena bomba de abastecimento onde consegui finalmente folhear este catecismo de imbecilidade.

Quanto aos arraiolos, veja-se, deveria contar. As senhoras que trabalham nestes tapetes, repito trabalham arduamente, são competentes e acima de tudo, ganham sustento de maneira útil e até, honrada. Coisa que como é visto, não parece ter sido Happy na mente alheia.

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