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Contrariamente ao que à primeira vista pareça eu sou muito mais uma criatura virada para a indiferença do que ao pessimismo. Ele está lá, claro. Um charco pessimista e descrente, repleto de mosquitos e ossos secos pelo sol. Mas é em muitas ocasiões, possivelmente demasiadas, a indiferença que me acontece mais vezes. Que mais vezes me despe de sentimentos que provavelmente seriam antecâmara para estar mais acompanhado. Ou se calhar ser mais amado, preferido e compreendido. Porém, eu não cometo o erro de assumir certos factos. Eu não assumo que o cosmos que me rodeia se importa comigo ou qualquer outra pessoa. Só posso ficar indiferente, já que nada realmente importa: nem a saúde pessoal, a sobrevivência das espécies ou qualquer convicção. Mas acaba por ser um fogo estranho, um respirar que me fascina de maneira quase mórbida. Obsessiva. Aprendi que maior habilidade da mente humana é também a sua qualidade mais piedosa. A incapacidade de juntar tudo o que nos faz mover. As dores ou as alegrias. A escuridão e a luz. Esta incapacidade cria uma maravilhosa ilha de ignorância. Triste, claro. Porque o que rodeia essa ilha é infinito e escuro e eu sei que não fomos criados para viajar para longe.

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