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 Sonhos ...

 

 

Creio ser Novembro o culpado. Acontece tudo neste mês. Entre pedaços retorcidos de tarde de maçã e café escaldante, tudo parece acontecer em Novembro.

 

Temo que os teus passos lentos no concreto cinzento se tornem mais passageiros e desconhecidos. O frio de Novembro é já uma alegoria profana nos ossos. E principiou suave e diminuída, para crescer num abandono de sombras e ecos.

 

Nuvens ...

 

Humanos completos não acreditam no infinito dos números. É uma ideia. Um conceito escolhido como vida. Pequeno relampejar que não passa disso mesmo. Memórias de um carinho materno ou um estalar amante. Um infinito humedecido pela saliva da língua de um cão. Pequenos pontos de luz que se apagam quando deixamos de acreditar na eternidade. 

 

Novembro também se alimenta deste infinito. Já o disseste vezes de mais.

 

Natureza ...

 

Todos os contos deveriam começar por: " Era uma vez no Inverno ...", porque seriam o espelho exato da expressão com que beliscas o inicio dos dias. Deixei de odiar o rigor frio da tua certeza. Estranhamente, algo em ti se tornou caloroso. A animosidade da besta deu o seu lugar a um concordar lato e frágil, próprio das criaturas agora confortáveis com o passar dos anos. 

 

E entanto, aquele ponto sombrio oscila entre as sombras. Permanece. Mesmo contra a vontade manifesta e programada de que tudo ficará bem e como sempre deveria ter sido. E no entanto são mais as vezes em que observo um olhar raso e afastado do que o brilho da certeza absoluta.

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