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Nas correntes de Nebula ...

 

 

O que realmente confere autenticidade a uma existência em que por norma todos o parâmetros apontam para que esta não seja seja mais do que um piscar de inutilidade, é o segredar de uma  doce convalescença. Mesmo quando uma sentença paira sobre a cabeça desprotegida. Ainda que o inesgotável seja apenas uma palavra sem significado real. Mesmo assim, convalescer ante o inevitável é um néctar apenas saboreado quando as horas deixam de ser inclementes.

 

Aprecio a companhia de quem se habituou ao apedrejar das montanhas. Os que convalescem do estalar da corrente e da sua própria insignificância. Existem num torvelinho de sentimentos que injustamente castiga estas criaturas, que se recusam a penar e a aceitar a piedade dos outros insignificantes. Nem sequer são, como eu, presas fáceis do sustento oferecido pelo ódio. Não odeiam. Sobrevivem. 

 

É estranho e irónico que quando este blog se aproxima rapidamente do seu epitáfio eu aqui tenha, nos últimos dias, conseguido testemunhar o convalescer de quem se esgotou entre as marés. Quem ainda respira e descansa. E isto nem sequer espelha uma homenagem ou redenção da minha parte. Apenas aceitação e orgulho por o ter testemunhado.

 

 

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