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 Olhar para o céu em devoção é um ato do mais puro e intocável niilismo. Mesmo pela mera dedicação perante as estrelas, procura incessante de mundos ou fantasias obscuras, é tudo niilismo. Este tecer de transcendências só parece ter um valor real para a raça humana. Porque perante a indiferença cósmica só mesmo o niilista sonha. E sobrevive.

 

Aprender, repito, aprender, porque nem sempre se consegue ultrapassar o mero estágio da distância e do vazio, a aceitar que tudo o que somos é um pó de estrela e que a nossa vitalidade é tão ilusória quanto curta, requer o pragmatismo do niilista. O Nada como meta. A destruição dos valores mais queridos.

 

Conseguir olhar para outro enquanto se vitaliza a necessidade de prolongar a duração humana, pode bem representar a revolta sentida perante a tirania cósmica que nos coloca como casualidades no meio da escuridão e espaço eterno.

 

Revolta inútil, claro. Carl Sagan afirmava ser esse o nosso destino final. Encontrar as estrelas. Onde pertencemos e de onde realmente nascemos. E merecidamente para onde retornaremos.

 

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1 comentário

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De Rii* a 08.04.2017 às 11:28

obrigada pelo teu comentário, será sempre o mais importante apenas temos de o perceber.

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