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O mundo é cada vez mais solitário entre os buracos habitados onde o nome não interessa. Uma santa criatura, em ano a si dedicado, porque desespera em solidão cada vez mais profunda, só por citações ténues e frágeis chamadas ao meu pardieiro consegue despertar a minha atenção. Mesmo que, de forma sistemática e humilhante, submetida a uma fome nunca aquietada, permaneça pelos meus caminhos. Incapaz de se libertar das correntes da rejeição. Cega! Inerte e um farrapo a penar.

 

A cara santa, de nome sugerido numa qualquer fantasia maternal, continua a estar presente. Contrariando leis naturais de seleção. Insiste, no seu assombro perante o Fleuma e na incapacidade de regurgitar algo que não seja restos de erva nascida onde são frondosos os pastos do seu alimento.

 

Uma vez mais, apenas desta forma consegue clamar pela minha atenção - cada vez mais longe da sua inutilidade que, pelo que observo, se mantém. Cristalina em toda a sua insuportável falta de sentido. Parabéns, santa! Não se move! Exatamente o que sempre foi e o que sempre lhe conheci: um cuspir deficiente.

 

A sua desesperada chamada para a minha atenção, mesmo que para tal se tenha ajoelhado com o alarde de uma santa que espera recompensa, revelou-se um desapontamento. O seu estilo de resposta é uma embaraçosa imitação do seu Fleuma. Não me espanta, claro. Nada me espanta numa santa que engorda com as mentiras e tentativas de linchamento ao alheio. Uma freira que rejubila nas pequenas migalhas atiradas pelo Fleuma, na doce ilusão de que poderia ter existido uma tão bela, eloquente amizade. Para consolo pessoal, atira hoje um comprimido de vaporosa arrogância que apenas perfuma a sua estúpida existência. Ou então, agora será uma cápsula de moral porque tudo o que o demónio  escreve é para si. Só pode ser perseguição a uma alma santa!! 

 

Estranhamente insiste em provar que estou certo e sempre assim foi. Insiste em visitar-me todos os dias. Em lambuzar todas a minhas palavras como se do meu corpo se tratasse. Enquanto  permanece naquele limbo nojento de minúscula criatura que gosta de balir preces de acusação fantasiosa de assédio e perseguição. Agarra na sua bíblia de patranhas escritas que nunca foram suas e atiça os demónios que nada quiseram ou querem consigo. Sois uma criatura vil! Mas nem assim Lúcifer se interessa por si. 

 

Santa beata,

 

resta-lhe pelejar com as criaturas do seu nível. As que alimentou e deixou crescer e que se preparam para a trucidar. 

 

Infeliz gorda,

 

se eu sou veneno, não me visite. Não se humilhe pela minha atenção. 

 

Extremosa acólita,

 

a parasita rosa é mais simples e menos sinistra do que você. Retém em si uma aura de jocosa ingenuidade que a  transforma num alvo perfeito para predadores de elite como eu e alguns outros que você conhece. Mas enquanto esta ainda possui algum grau de ignorância e pensa que me conhece, coisa que por enquanto poderá despertar a minha disposição, você já nem para habitar os esgotos serve. Lamento por si. É apenas esse pequeno gesto que lhe concedo.

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