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Escolhera outros caminhos. Aparentemente, com a simplicidade das escolhas feitas quando surge a iluminação. Epifania súbita e depois amadurecida pelas horas de observação. Sempre a constatar. Sempre a compreender.

 

Decidira rejeitar a ideia ancestral de portões dourados e acessos míticos. Esfregar o sal da dúvida nos paraísos inventados. Deixara de aceitar a potência de Gabriel para O deter. Rafael, mesmo com o seu acorrentar não O detivera. Até Miguel, que O lançara no abismo, se revelara inútil. Foi necessário esmagar as paredes mais santas e abrigos de tempestade, observando a palavra de Deus violada por sistema. Pelos próprios acólitos.

 

Para escolher tal caminho mais fácil se tornou ao observar quem vivia respirando e procriando ao seu redor. Porque se prefere a odisseia de caminhar pelos vales da morte a pactuar com a estupidez humana. Para que tal carreiro fosse palmilhado, de afastamento e isolamento, aceitou humildemente Pavlov. E os seus cães. Rejeitou a racionalidade desta crueldade para com Pavlov e por vezes, cedendo Á tentação, espremia aqui e ali, migalhas, para constatar em triunfante confirmação a saliva, o hábito treinado e o estímulo que incita o toque da campainha.

 

É escolhida a cobaia. Uma certa displicência deve ser assumida. Trata-se de alguém que não resiste ao caminho do teste. Testando e analisando. Confirmando os graus sólidos e empedrados da estupidez humana. Uma dança stregoica para bobos previsíveis cuja reação se manifesta perante uma certa incapacidade do observador resistir ao testemunho do ridículo humano. Lamentável. No entanto necessário.

 

Torna-se reverência e um curvar cerimonioso. Um SUAR de campainhas ante a imensidão do SOAR humano. Mas a verdadeira tragédia humana, transcrita numa mórbida obesidade mental, habita na habilidade de solicitar reações e atitudes previstas e antecipadas. Por puro prazer trocista. Porém ÁS vezes é essencial.

 

 

Por vezes ... para justificar a incapacidade de transformação da ignorância que tanto milita na criatura humana.

 

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