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Patience is a virtue.

 

Soon it will be all over ...

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Antes que termine o tempo, chegue a hora do pó e do que está finado, recorde-se sem a consciência pesada.

 

Os portões dourados do paraíso são um gelado de três camadas de chocolate negro que vão, no seu prazer, afogando os morangos e as amêndoas. A garganta deve gelar ao ponto da insensibilidade; mas é absolutamente obrigatório que a gargalhada ouvida seja de uma beleza sem descrição.

 

A liberdade suprema mora na importância; nasce quando a criatura deixa de se importar com o que é dito por todo o resto. Sentimentos de algo extraordinário são sempre bem-vindos, ainda que isso tenha um preço a pagar; já agora polvilhe-se tudo com cristais de egoísmo banhados com a fleuma de quem conhece portais ocultos de fuga.

 

O tempo mora na verdade da chávena de cevada quente e do pão encharcado na manteiga. Foi seguramente Satanás que o afirmou como lítio da alma, tal é a devassa pecadora em que se tornam. Mas não fiquemos por aqui, porque se reservam as sombras a um trago de Jack Daniels puro e sem direito a brinde. A escuridão e demónios surgem nas conversas entre poucos e semelhantes que se reconhecem na escassez dos dias.

 

Quando terminar o tempo, chegando a hora do pó finado, será de primordial importância concluir, sorrindo, que não houve atrasos e se chegou a tempo ao que importou.

 

O resto foram aldeolas onde os pensamentos não se esgotaram. E a vontade de ficar não existiu.

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Seria importante que me fosse concedido um perdão da tua parte. Repara: nunca o pediria a mais ninguém. Muito menos de maneira tão veemente. Receio ser tão violento como a veemência de quem duvidou de ti. Ainda que em segredo, enrolado em nós no estômago e pensamentos de breu. Mas reconheço a dúvida e muito mais. Cinismo céptico.

 

Mesmo observando atentamente o teu combate todos os dias. Tantas foram as noites ao teu lado, respirando o teu suspiro, que terás de ser serenamente sábia comigo: a dúvida cresceu em angústia de que não vencerias. Perdoa-me, sinceramente. Mesmo as pequenas vitórias não enchiam este mar de cinismo porque me esqueci que as grandes batalhas são vencidas com diminutas conquistas.

 

Estúpido descrente!

 

Quero o teu perdão como punição pela minha crença de que existem impossíveis; por não ter reconhecido a tua armadura dourada e o teu silêncio sem voz que tudo me dizia, quando a febre subia e os lábios eram crostas. Perdoar será o único bálsamo que me poderás oferecer. Mesmo que esse rir me inunde de luz e certezas. Agora sim, certezas. Preciso desse assumir que tudo o que dei de mim não chega. Deveria ter acreditado.

 

Posso esperar dessa imensa maré, corrente e vontade que brilha cegamente em ti um pequeno laivo e rastilho de perdão? Que posso descansar quando me disseste que esta era a canção da tua vida, quando a idade em ti é ainda uma aurora? A "tua" canção, quando nas tuas dores a escutaste acompanhada pela minha voz, desesperadamente tentando que dormisses.

 

Mesmo com o teu perdão e mesmo que escutes esta canção para me recordares nas ausências, sabes que nunca te abandonarei. E que só por ti procedo a esta purga que me consome todos os dias.

 

Mas nada temas princesa. Não tenho apenas defeitos.

 

Sou também teimoso. E vigilante.

 

Só mesmo por ti me arrependeria do que sou.

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One for the skinflowers... 

 

 

 

O que podem dizer ou pensar as outras pessoas da figura feita. Da sua incapacidade para sentir o despertar de tamanha emoção, envolta em espasmos e demasiadas hesitações. Creio que se revela impossível descrever o êxtase de acreditar que outra pessoa sabe desta imensidão. Transcende e ultrapassa toda e qualquer figura mais parva ou ridícula; não tem cabimento e não se explica por pobres palavras.

 

Sorrir é o mais certo de todos os poucos bens preciosos. Estrela elementar onde se verte um respirar de pensamentos e alfabetos. Até se espanta a alma. Mesmo o invisível se torna pele: basta olhar a expressão de felicidade idiota. Impecável e airosamente feliz.

 

Uns acreditam nisto como um embaraço; como se irá falar e troçar. Não conseguem medir o quanto custa chegar a este estado de dignidade por outra criatura, liquefeito nos seus verbos mais sofisticados; mesmo iluminado não consegue dizer tudo. Nada! Tão pouco.

 

Sinceramente, porque o sei, não gostaria de o ver perturbado por nada disto. Quero que todos permaneçam recolhidos em suas casas, debaixo das suas árvores ou então protegidos da chuva amadurecida pela tempestade. Talvez não exista um espaço para mais cores ou piqueniques. Que esta imensa gente não entenda, afinal, certas naturezas únicas. Como se conseguem revelar constelações e emoções num só rosto.

 

Assusta!

 

Não conhece montanhas e céus; idades e margens e páginas. Mas consegue esculpir precipícios com a verdade de sentir como ninguém. Só quem consegue gravar em si com faca e peito este sulco, pode testemunhar o significado de certas estrelas.

 

 

 

 

 

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A parte mais fácil é registar a queda. Existe quem tente a estratificação desta condição e termine sempre com a mesma soma de valores: justiça poética. Como uma espécie de prerrogativa e consolo para quem se bateu e perdeu em derrota. 

 

No fundo, todos gostamos de imaginar uma justiça para quem foi vergado em submissão e de maneira férrea; nem que seja pela ideia de poesia e como se tal fosse capaz de evitar a  dura realidade de quem foi submetido sem nunca ter tido realmente uma porção, ínfima que fosse, dessa saudosa e generosa arte de guerra que se chama orgulho pessoal. Registe-se uma inefável incapacidade para morder e destruir e apenas sobram as santificações dos dias que acumulam erros e ódios cegos.

 

Não me dá um expressivo prazer registar o cair de quem, mesmo quando cai, ainda assim não provoca um som que seja. Porque sempre foi leve na sua existência e porque por mais que tente nada ficará registado desta sua passagem entre as linhas. A queda era previsível mesmo que banhada pela ilusão de resistência, tudo o que resta é uma fuga para um qualquer poço existencial; sempre tão generosamente confundido com abrigos e virtudes.

 

O que me fascinam são os passos, sistematicamente projectados a distâncias superiores ao seu pobre alcance. São um descer degrau a degrau para uma inevitabilidade que não se aceita, até cair. Fascina-me o processo de rasgar a carne; um golpe nas costas e outro na perna. E por fim o sacramental rasgão no tendão de Aquiles que termina com todas as ilusões. Não me interessa o resultado. Sim o processo. 

 

Acho pateticamente bizarra esta ternurenta opção dos que se sentem culpados na observação da queda de certas criaturas; justiça poética para quem cai porque decidiu errar de maneira metódica e imbecil. Julgando os outros e assumindo a figura de juiz benevolente. Nunca conseguindo compreender e interiorizar a causa e o efeito. 

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"Hippárchia"

 

...

 

 

 

Entre todas as palavras que troquei com ela, algumas decidi reter. Foi como se falasse comigo próprio e em frente a um espelho. Como pode ser descrito o inexplicável? A sensação que percorre o centro das costas nuas e como uma amante caprichosa, aperta a nuca rígida.

 

Mas retive algo desconfortavelmente sereno como quem observa um qualquer padrão e sabe, pressentindo, o que vai acontecer. Onde cada pensamento foi antecipado. Sempre com a benevolência e sorriso matreiro de quem conhece; já percorreu este caminho.

 

A falta de crença em deuses acaba por respirar, ainda assim, uma outra religiosidade; desvenda-se todos os dias: mesmo quem se acha no meio de nada, ateu, sem nunca o ter exigido, tem fé. Ou então, algo semelhante a uma crença, mesmo que em princípios diferentes.

 

E foi espantosa a sua capacidade, ao conseguir retirar peso a palavras e acções. De frente a ideias políticas, sombras ideológicas, ocasiões e as medidas, não existe muito mais valor do que aquele som dos pneus de uma bicicleta a esmagarem as folhas secas que escutei horas antes.

 

Nada retive de filosoficamente épico; se calhar revelador da pedra filosofal e alquimia suprema.

 

Retive a palavra e expressão de quem está inundado.

 

Como justificar a raiva e a impotência perante alguém que revela uma total ausência de vazio?

 

Maldição!

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" A gate to be forced by the somber nobility"

 

...

 

 

Existe um preço a pagar quando o caminho seguido não é o que foi planeado na nossa infância. Quando as tardes eram amenas e era possível ambicionar um destino para a criança em crescimento. É como desejar que todo o caminho seja percorrido debaixo de um sol suave e de destinos seguros. Onde não corram ventos agrestes e que nos fustiguem o espírito. 

 

Em vez disto, talvez tivesse mais senso, desta paz em antecipação a um horizonte cristalino, a escolha caiu no meio da Tundra e dos seus silêncios sepulcrais que nos lembram o dormir dos Invernos mais brancos. Em vez de tudo o resto, o caminho tem sido escolhido pela partilha da distância e quando se reúnem as pessoas partilham-se fogos e calores; deixamos que cresçam barbas longas para que a face permaneça quente e os pelos tornam-se pálidos porque o gelo queima.

 

Partilhamos a música que tantas vezes é um espelho taciturno das noites que habitam estes locais por meses e entendemos a escuridão; que se torna a nossa mãe e nos transforma em algo diferente, tão oposto ao que foi imaginado nos dias e noites amenas da nossa infância.

 

Lamento genuinamente a desilusão nas faces incrédulas. Do sangue que já não verte dos meus braços porque encontrei refúgio nos nevões e nas rajadas de vento que assobiam a sua balada entre os picos gelados e as árvores inchadas pela neve.

 

Lamento.

 

Porque há tanto para ver e sentir. Tanto para saborear nos dias curtos, em noites de olhos brilhantes e cabelos longos. Imenso no companheirismo dos que conseguem ver o que eu sinto e vejo. Quando a exaustão se refaz com um brinde e o desejo que se repita.

 

Lamento. 

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Jamais deixará de me espantar como reagem as pessoas perante a rejeição. Como reagem perante a indiferença e como se esforçam para serem notadas. Mesmo que eu despreze nunca sou esquecido. E sei que estou bem aconchegado em certos corações de reputada virtude. Porque existem venenos que não se dispensam; por mais mal que causem.

 

*  Pequeno laivo, parafuso essencial na rasteira e rudimentar estrutura mental alheia, sempre necessário ao evoluir sereno:

 

- Embora, no campo estritamente biológico, o conceito de "raças" se esteja a tornar obsoleto e disto já eu sabia, o uso do respectivo conceito acima é plenamente justificado como realidade SOCIAL E POLÍTICA, usando assim o termo "raças" como elemento de construção sociológica e categoria social  que em tantas e tantas vezes desta ingrata vida, permite empregar denominações a todas as criaturas e pior, justificar exclusões ( racismo, xenofobia, homofobia ... etc!); precisamente o que o Fleuma pretendia afirmar.

 

Erro meu assumido, pois deveria ter sido mais especifico e não esquecer as  limitações alheias.

 

Canso-me.

 

 

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* Blefaroespasmo ... *

 

 

Fala-me dos rios onde molhou os pés; foram tantos que deixou as memórias afogadas. Apenas tem a necessidade de contar sobre as correntes frias ou amenas. Despertar pelas ondas desfeitas contra as pernas cansadas em frente ao mar; enquanto escuta o gelo a respingar e a rachar.

 

A mente não é pequena. É um abismo imenso. Uma constelação onde se agrupam os livros lidos por uma eternidade desarrumada e suja pelos sorrisos e instantes onde a relva era mais verde, as luzes mais brilhantes. Mesmo as noites eram menos serenas mas mais maravilhosas em pontos brilhantes a descobrir.

 

O mundo parou. Sombras sem pele ou rosto. Quando o passeio era feito de mãos dadas, quentes em afago, contra o frio das tardes. A realidade era transparente, moldada nos rostos conhecidos.

 

O mundo avançou. Peço uma descrição dela. Não do mar ou rios que conheceu.

 

" Foi quando a vi pela primeira vez que realmente entendi a palavra paixão. Antes pensava saber o que era amar."

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 "Por que não deveria eu odiar os meus inimigos, se os "amasse" teria eu a sua piedade ?", Anton LaVey

 

Não consigo entender porque razão se queixam as pessoas da sociedade em que vivemos. A sério! Nem consigo conceber porque acto de maligna contrição as criaturas pensantes deste planeta se arrogam o direito soberano de criticar este nosso modo de viver!

 

Porque vivemos numa sociedade, plano de existência tão criativo, que no mínimo transborda de requintes hilariantes. Razão mais do que suficiente para sorrir e abrir os braços ao mundo que nos rodeia. Tanto e tanto que existe por explorar e conhecer; enquanto vamos desbravando os novos caminhos da justiça social, do falso mito do privilégio branco ou do feminismo imbecil disfarçando as pedradas ao macho com as sequelas do assédio e da misoginia ( Cristo em pulgas! Como adoro estas teorias tão sólidas...).

 

A alegria deveria ser a rodos neste nosso lugar de vida. Agora então, que o cristianismo está morto, podemos assim espancar o moribundo das convicções sem qualquer receio. É mister, no entanto, que o islamismo não seja sequer olhado! Aqui é um caso diferente, que esta é uma religião de paz e para mal dos nossos pecados, atentados não chegam para defender o contrário!

 

Amo desmedidamente este nosso antro de imundice e covardia, sinceramente. O nosso papaguear de igualdade para todos; a superprotecção que transforma as crianças em adultos caprichosos, preguiçosos e cretinos até à medula; a critica sistemática ao modo de vida ocidental por medrosos que não dispõem da coragem necessária para se mudarem, deixando o seu conforto e liberdade de expressão para trás. Como seriam dias esclarecedores para a mente tão preocupada com a injustiça e o racismo desfrutar de uma sharia sempre tão presente! Um apedrejar aqui, por um rosto destapado ou um olhar para outro lado; um atirar de ácido acolá, entre uns belos açoites, ficaria sempre bem a quem cresceu no vil ocidente e o nojo que são os seus homens.

 

Não importam as raças. Importam os dogmas e a imposição forçada com base em religiões. Este doce mundo degenera o cristianismo em agonia. Mas treme de medo porque tem memória colectiva e muito ancestral! Sabe que nada mudou. Quem agora mata em nome de deus tem apenas outro nome. Porque o modo de pensar e agir é o mesmo da idade média; quando se queimavam mulheres pelo mero acto de existir e se decapitavam os descrentes.

 

 

 

 

 

 

 

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