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As  noites têm sido a demonstração de verdade absoluta. Muito simplesmente porque exigem de mim a maior coragem perante a intimidade dos actos e das palavras. Um risco absoluto e que eu sei que corrói profundamente, já que tenho de ceder em muitas coisas que noutras ocasiões permanecem como devem: em sombras. Mas a intimidade é um risco inevitável e porque em todas a vezes me é demonstrado, impossível escapar. Eu nunca pretendi prever até onde me poderia levar um relacionamento com outra pessoa ou sequer até onde tal me poderia conduzir. Embora as cicatrizes de outros dias e encontros façam parte do meu ADN  eu encaro a minha intimidade com outra pessoa como uma mistura química instável. Sei da minha odiosa capacidade de infligir dor e danos ( muitas vezes irreparáveis, eu sei, mas que eu nem sempre estou interessado em consertar), mas ainda sei algo muito melhor: da minha capacidade ( que alguns dizem ser pouco natural ...) de sustentar punição física e mental. E quando se trata de intimidade a batalha é imensa. Mas tem melhorado e muito por culpa de outra pessoa que me tem "guiado" num mundo de cegos e surdos. Intimidade? Talvez não signifique esmagamento. Talvez não seja um processo autodestrutivo. Continuo a desconhecer  como lidar com uma imensa maré de emoções. Apenas me permite ficar mudo, o que não ajuda em nada. Mas há algo que tem sido forçosamente implantado em mim. Intimidade implica abertura ao positivo e ao negativo. Desgosto, lamentos e muitas desilusões. Mas também se prova o êxtase, o compromisso, a intensidade e, acima de qualquer outra emoção ou conceito de vida que eu possa ter,  esmaga-me a potência de aceder a uma consciência de mim próprio bem como de outra criatura como eu que jamais pensei ser possível!

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