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Todos os dias me espanto com a incapacidade de reconhecimento, pela infeliz falta de conhecimento de um facto único: que somos pó de estrelas. Por isto é impossível conceber que o universo se importe connosco. Que exista uma entidade pesando o nosso destino ou governando a nossa miserável existência. Tudo o que nos compõe pertence ás estrelas e não é pura verdade que o nosso ADN não passa de nitrogénio?  Que o cálcio dos nossos dentes, o ferro do nosso sangue e outros minerais que habitam a nossa comida, tudo isto não faz parte do interior das estrelas em queda? Capazes de actos tão belos e ao mesmo tempo sonhadores de pesadelos horríveis e corroídos porque a solidão, o estar fora de tudo, não se consegue afugentar. Apesar de habitarmos um universo tão vasto, de permanentemente procurarmos algo e apesar de necessitarmos desesperadamente da companhia de outros, não consigo explicar porque razão eu acho que nasci vagabundo explorador e ainda não consegui deixar de o ser.

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