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Nem no sono mais profundo eu consigo afastar a sensação de afogamento. Existe algo de incomparavelmente triste na falta de descanso que persiste, mesmo num estado de dormência que eu sempre pensei ser sono descansado. É forte, esta vontade e esta saudade maquina para que eu fracasse e não descanse. As últimas semanas foram passadas numa espécie de transe, onde as horas de estudo, coroadas por café e gin, ficaram estranhamente pregadas em mim juntamente com a imagem de um rosto que sempre me vai empurrando para a frente. A minha resistência está muito debilitada. A vontade de abandonar tudo e partir para onde cada fibra do meu corpo assim comanda, está tão,tão solidamente plantada que se torna numa dor física. Mas eu ainda consigo ver a ironia das coisas. Sempre. O quanto doloroso é querer agarrar-me a um sentimento de pertença e ao mesmo tempo necessitar de respirar. Eu sei que é criminoso desejar e querer ser desejado. Só pode ser crime, por que me deixa confuso. Esta vontade de ser dependente, deixar sair tudo e não precisar que regresse nada! É criminosa, a solidão consentida. O acenar da cabeça ao facto de não conseguir explicar a impotência e continuar a respirar. Viver ...

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