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As noites são muitas vezes encharcadas nas pequenas maravilhas, atiradas como alimento aos seus devotos servos. As minhas noites são de pouco sono. Gosto de deixar entrar aquela estranha fragrância que fascina apenas os mais experimentados na arte do seu silêncio. Onde poisam os sentidos e o mais leve dos suspiros. E onde as luzes se apagam arrastadas pelas sombras em observação atenta.

 

O mais experimentado nos fascínios geniais nocturnos prefere olhar em vez de dormir. O corpo nu, exposto e indefeso, não deve ser perturbado enquanto suspira suavemente no seu sono compassado. O turbilhão mental nunca parece apaziguar-se e no entanto? Funciona como uma alquimia de ritmos, onde um corpo de massa rochosa se perde entre as curvas de um rio solene. É embaraçosa a potência arcaica que parece subjugar certas noites de fascínio e onde certos olhos nunca parecem cansar-se de transparências e fragmentos.

 

Talvez seja esta uma condição atribuída aos demónios. Tranquilizar-se em sombras pela gentileza do subir e descer de um peito descoberto. Deixar que se vacilem os sentidos nos lábios semicerrados e de onde esvoaçam suaves sopros de vida. Talvez.

 

Certas noites existem sem as mentiras dos dias de luz solar. São as noites de revelação absoluta. Tudo seria negado e atirado para um canto se assim fosse necessário.

 

 

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E essa é maior das falhas, não é ? Essa incapacidade de lidar com certas bestas cuja transformação parece colocar a sombra do descrédito em tudo, absolutamente tudo em que assentavam crenças e suposições. Algures, enquanto ainda persistiam caminhos conhecidos, previsíveis, ao menos, era bem mais certa a ideia de dependência em todos os momentos, que a mim sempre se colaram a algo eterno e desprezível.

 

Sempre me foram estranhas certas palavras. Principalmente soletradas por bocas ineficazes. Bizarramente, nunca me deixei vaporizar pelo optimismo que procria na palavra motivar. A ideia de motivação nunca foi emissária da minha transformação ou sonhos. Reflicto friamente: odeio a palavra motivação!

 

Tudo o que persigo e consigo alcançar é um processo de agonia e principalmente obrigação. Não necessito de rigorosamente nada que se assuma como motivação para sair da cama, mesmo que sistematicamente a um pequeno passo da falta de descanso, e continuar a insistir; não me interessam canções ou grandes discursos. Forço-me a avançar porque estou convencido da necessidade de romper por todos os meios. Não preciso de ser motivado.

 

É uma falta grave a incapacidade de olhar certas bestas em ângulos certos. Uma falha matemática critica que não consegue reconhecer a densidade do parâmetro de certas criaturas. E creio piamente que certas falhas não deveriam ser pensadas como naturais ou perdoáveis. São erros trágicos que apenas demonstram graus de evolução.

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Die Glocke ...

 

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Reveste-se de suma importância a moralização. É necessário para a humanidade não periclitar que exista quem aponte o dedo em aviso, tentando dissolver a escuridão que persiste em morar nos corações mais corruptos. Não deveria ser contestada, pelo menos por quem se considera racionalmente estável, a necessidade imperiosa de punir certas falhas morais que vão desviando as almas mais permeáveis; ainda que nestes dias se recorra aos conselhos sábios pejados de censura, já que chicotes e danações são métodos de outras eras. Saudosas épocas. Mas de outros tempos.

 

Persisto num fascínio que muitos afirmam doentio. Fixativo na consumada estrutura, tão apascentada e orgulhosa na sua imagem, de quem soletra palavras como "moral duvidosa" e principalmente, " vida promiscua": de cana em riste e apontando outros caminhos; como professores ou tutores eméritos. Sempre com um ar severo de quem muito tem para mostrar e nada a esconder.

 

Abato-me severamente em inferioridade com as senhoras que cheiram a rosas. Sempre insistentes no seu aspergir moral perante um promíscuo. Agredi-me a sua santidade de resguardo e temor. Como que temendo a violação dos seus espíritos com correntes de gelo; existem criaturas estranhas e pouco morais. São senhoras que sabem que sim. É possível. Salvem-se virtudes por destemida defesa moral. Garantem-se assim inviolabilidades.

 

Sincopado, mais me recolho em embaraço, aos pequenos senhores revestidos do aço sólido da demanda virtuosa de salvamento. Como poderia resistir eu a certas façanhas tão padrecas do virtuoso que inala o perfume jacobino com conta, peso e medida? Bate ardentemente na palavra, nunca se cansando de tentar o castramento alheio. Porque deveria ser assim, agora. Como antes o foi. Pequeno homem: absurdamente castrado por senhora a cheirar a rosas.

 

A moral deixa-me inerte. Reduzido a um veneno. Em leproso isolamento. Não existe a beleza da harmonia nos meus dias. Devo deixar de respirar sem a subsistência vigorosa do alimento moral.

 

 

 

 

 

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 ´ Dear Demon, i´ve got the thirst, you got the booze...`

 

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Fascinam-me singularidades. São uma obsessão de batimentos surdos e silenciados apenas pela virtude de quem se apresenta à minha frente como singular. São quase fantasmagóricas correntes de sonho e refracção; gemas raras e tão preciosas como conhecimentos antigos, segredados no meu deslumbramento.

 

A singularidade niilista do anuir ao profanar de uma criatura que comanda em si mesma uma estética quase impossível de descrever, destruiu maquinalmente, todas as minhas reservas de resistência humana. Até na absurda génese de escuridão que transporta consigo me permite compreender todos os temores de um homem perante uma mulher. Existe um estranho renascer nos pactos feitos com certas singularidades; um reconhecimento de mim próprio que tanto me atemoriza como fascina obsessivamente.

 

Fascina-me este pontuar na minha carne com traços todos eles únicos aos meus olhos. Gosto de os percorrer em estudo; mesmo tendo sido minhas criações são caminhos traçados e mensagens de aviso. Como me fascinam os dedos trémulos, correndo sem destino as curvas de outro corpo. Nada mais importa porque sei que nunca se repetem gestos ou tremores.

 

Palavras? Por vezes, muito raramente, como se delirando em febre alta, traço outros que contam contos. A singularidade de respirar outra respiração; pestanejar por outros olhos luz e escuridão é uma conquista muito pessoal e apenas vista numa tão reduzida minoria. Está presente. Está ali, na ansiedade que consegue ser fria e na destreza de quem se rasga, expondo a garganta. Uma singularidade que não consigo. Algo singular que não se aprende. Mas que parece domesticar-se. Aparentemente.

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...

 

Nestas últimas semanas talvez eu tenha sido um pouco mais para alguém. Assim quero crer. Talvez esteja a ser demasiado convicto, mas alguém, mais do que qualquer outra pessoa, conhece a minha teimosia e incapacidade de ceder sem combate. O veneno em que se tornam as minhas convicções.

 

Tentei que, em silêncio, conseguisse escutar o assobio do vento norte quando mergulha entre o gelo das montanhas mais altas que os seus olhos imensos já viram; há algo em si que não deixa adormecer a única noção de toque divino que consigo em toda a minha descrença, manter acesso. Uma pequena réstia de fantasia.

 

Mentiria de forma cruel se omitisse o quanto me destroçam as dúvidas sobre o seu futuro. Porém e enquanto escutava a música do seu rir no momento em que mergulhava no lago gelado ou entre o conforto ameno das palavras preocupadas, não me é possível riscar uma estranha emoção; como se naquele rosto cristalino e intocado fosse possível, palpável, pensar na eternidade; entre o roçar das toalhas que me limpam o corpo pelas pequenas mãos apressadas. É primordial para criaturas como eu trancar momentos assim: para que sejam eternos.

 

Reconheço-a igual a mim. Verdadeiramente mais perfeita. Essencial para quem a rodeia. Mas também igual a mim. Caminhante sem desejar um destino; apenas um porto para descanso. Uma fome voraz de sentir, que nos diverte secretamente e assusta quem se conforta em mais um dia de calor caseiro. Creio que me foi retirado um pedaço de alma em seu nome. Mas nunca me arrependerei.

 

E quando a noite se deitou ao nosso lado os ventos do norte conspiravam medos que apenas eu escutei. Enquanto dormia profundamente em cima do meu ombro, coberta pelo meu mais espesso casaco, mantive o fogo acesso e o calor que torna a sua face rosada. Senti ser um qualquer deus, porque naqueles momentos de cuidado vigilante sei que mesmo a morte se afastaria atemorizada. Envergonhada.

 

E uma vez mais, metodicamente previsível, observei a aurora a esbracejar. Uma vez mais o sono morreu em mim.

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Existe um preço para os momentos felizes, dizem; é preciso que continue a caminhada enquanto se calibram sentimentos e se adaptam as palavras. E afinal, reconheço que nada disso é verdade. Pior, nada disso interessa.

 

Reconheço também que existe, de maneira estranhamente visceral, quem consiga despertar em mim outros sonhos vistos por olhos que não apenas estes. Que a escuridão é tão obscenamente encantadora, tão gigante se propaga quando acompanhada por desejos íntimos de libertação e luz, que parece apenas ser posse de uma única pessoa.

 

Não sinto que seja louco. Ou então não muito mais louco do que antes. Mas este fogo inesquecível deixou de me atormentar os dias. As emoções reveladas a cru sempre foram as mais elásticas e difíceis de descrever, mas são um alimento tão portentoso de energia! Creio ser bem capaz de esmagar o universo em estilhas: pura e simplesmente porque o calor emanado é tão intenso; porque o meu lugar assenta junto a um sacrilégio esfomeado por mim. E eu tenho tanta e tanta ânsia. E tamanha é a fome dilaceradora.

 

 

Gostaria de escrever nas consciências o quanto me faz rir o sentimento de calor humano. Seria importante gravar a ferros que o vazio se torna imenso quando não existe o animal emocional; quando se perde o brilho de um olhar que nos despe e queima, imolando todas as certezas e definições.

 

 

 

 

 

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Eu já o sabia, sinceramente, mas por estes dias uma voz me confirmou:

 

" Não existe ressurreição! Desta vez, confirma-se! Ist tot!"

 

Remexer com as memórias é bastas vezes como o sinistro hábito dos que gostam de agarrar na roupa suja e sentir-lhe odores; revela-se um exercício maçador e inútil. Além de pateticamente semelhante a um bizarro fétiche de surdos tentando excitar-se com gemidos de prazer. Melhor seria não remexer o que não deveria ser remexido.

 

E no entanto ...

 

"Mas eu sempre disse que não existe ressurreição...", atirei  debilmente e sabendo como era fraca a afirmação. Rumino, amaldiçoando, entre dentes, a adorável criatura que alegremente acabara de escancarar a pequena porta do armário onde guardo rancores de purga e ódios de lamparina. Maldição!

 

Eu sou dos que acreditam em preferências pessoais. Devemos poder escolher. E eu, por exemplo, escolhi afastar-me das inutilidades que me rodeiam. Uma virtude desta escolha mora empoleirada no esquecimento e em certos casos, fico a pensar que essa inutilidade finalmente se desintegrou no pó dos dias; se remeteu ao silêncio da sua condição.

 

Claro que, por vezes, acabo por ser apanhado na desilusão e percebo que não se silenciara ainda. Que ainda restavam chispas de vida inútil. Embora fugaz, talvez por indelicada desatenção minha, havia suposta vida entre buracos existenciais. Dupla maldição!

 

Existe portanto quem escolha, porque tem esse privilégio, manter-se em vida artificial quando deveria escolher uma morte digna: não acreditando na ressurreição. A escolha seria a da procura do afastamento e silêncio absoluto. Aceitando o fim dos seus dias com um cêntimo de dignidade.

 

Permaneço céptico e de coração apertado. Apesar das boas noticias. Por muito que se alegrem os incautos prefiro esperar que o tempo me confirme a morte anunciada. Que, como me foi lembrado, ainda não se voltou a erguer o monumento aos temporais da vida. Pode ser que afinal, as estrelas se tenham alinhado, conjugando o momento perfeito para o fim de algo perfeitamente inútil para a humanidade.

 

Que o meu coração, sempre incrédulo, afaste esta nuvem de pó antigo que muito gosta de se

vestir de licença de nojo. Porque são muitas as vezes que um "até já " me irrita.

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 Eu

 

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Ninguém na sua perfeita racionalidade deveria esperar retribuição de um olhar frio e distante. E portanto, existem os que persistem, teimosos de convicção. Incapazes eles próprios de aceitar o fracasso e suposta impossibilidade de transpor paredes e muros altos. Creio na minha incapacidade de partilha em larga escala. Não por arrogância  ou presunção Deus Ex Machina; é um facto penoso mas existe quem não consiga absorver tanta gente ao pé de si. Por absurdo que seja, consigo com dificuldade, reter um reduzido número de verdadeiros amigos. Impossível conceber rodeado de gente em festas. É sintomaticamente aterrador.

 

 

A palavra "amo-te", exprimida com brilho no olhar e por quem consegue descarregar doses letais de certeza emocional, funciona como a destruição do ferrolho; mesmo prevalecendo a minha noção do quanto distorcida e vulgarizada tem sido esta expressão. Ainda que insista no questionar da sua importância, alguém persiste e afirma claramente a noção de excepção que confirma a regra.

 

Eu nunca imaginei qualquer tipo de imunidade a ser amado. Sei por análise frequente que existe uma dualidade na primeira observação de quem me encontra. Uma nuvem de incerteza muitas vezes extremamente visível; e receio, que acredito ser causado pelo aspecto físico. Não me parece que haja um meio-termo ou outra possível comparação. A minha irritação inicial pelo facto desta reacção ser tão estupidamente comum foi sendo progressivamente substituída por um certo divertimento pessoal; é fácil despertar comportamentos embaraçados a quem receia ou está incerto. Basta que mostre de forma bastante suave os dentes num sorriso afável. Observam que afinal, as presas do urso até parecem inofensivas e se calhar houve precipitação. Mesmo desconhecendo que sou criatura apaixonada pelas artes da mordidela dada e principalmente recebida.

 

Por um qualquer desvairo existencial, entre tantos "amo-te" atirados ao vento de forma banal e absolutamente asquerosa, existe um, segredado nas horas mais escuras, quando o pensamento se tornou numa massa turva e nebulosa, que possui alquimia de salvação.

 

Alguém insistiu.

 

Falta agora que me habitue a aceitar uma derrota.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Sou uma criatura absolutamente convicta da importância dos sentidos. Quanto mais eu conheço pessoas mais me deprimo pela perda de uma faculdade como a observação, o cheiro, ouvir e o saborear. Abusa-se do toque. Apenas isso.

 

Creio ser irritantemente observador. Pequenos pormenores, tantas vezes executados todos os dias, são uma fonte de precisão matemática para os meus olhos. Gestos e expressões executados sem pensamento revestem-se de preciosidades paradigmáticas para vampiros observadores.

 

O erguer de um corpo do outro lado da cama banhado pela luz exterior dos dias cinzentos; as mãos delicadas levadas atrás apanham os cabelos longos e fartos, como se propositado para que as costas sejam admiradas em todas a suas saliências que se precipitam numa cintura assassina; antes de se erguer da cama, sempre e invariavelmente sem ruído porque criaturas existem que são panteras em excelência, provoca o espasmo de adrenalina máximo, rodando o pescoço branco e esguio, emitindo estalidos apenas escutados por ouvidos privilegiados. Nada se compara a este momento. Eu não teria remorsos e mataria por este momento apenas.

 

Tudo se revela compulsivo para os meus olhos admirados. A capacidade felina de movimento sem ruídos desnecessários, como se o chão não fosse seu. O cheiro a ervas nórdicas que resistentes crescem entre os blocos de gelo e que lembram os raros dias de sol, emana do cabelo lavado, provoca um ardor requintado nas narinas. Existem personificações que muito bem poderiam justificar existências onde a criação de mitos foi beber inspiração. Equinócios de energia bruta e perfeitamente capazes de ferir bestas rudes como eu.

 

Os esboços criados por criaturas passionalmente vorazes por atmosferas, experimentados na alquimia de fogo primário e franjas normalmente ignoradas pelo olhar comum, não conseguem prevenir o portento de observar na distância de um braço esticado, um corpo absurdamente ágil apanhando um copo de vidro em pleno ar e antes que este rebente em mil farpas no chão, sem que uma pinga de líquido precioso se derrame; que termine este rasgar de sentidos com o respectivo depositar do objecto em cima da mesa, de novo, com um ínfimo som, enquanto vai inconscientemente, atirando um grosso fio de cabelo para a nuca. Neste preciso momento, orgástico e aterrador para criaturas de sentidos apurados, as leis da física são ao mais baixo possível. Zero absoluto. Um fluir estético e inconsciente desta envergadura carboniza de maneira impiedosa qualquer outra forma de arte dançante. É como se eu fosse um grande urso impotente perante a destreza desmoralizante de uma pantera que se revela desconhecedora do martírio causado nos meus sentidos.

 

Uma arte aprimorada por quem não tenta destruir muros forjados na solidão e desconfiança de anos. Antes prefere saltar por cima destes. Que conhece a cor do individualista e mesmo assim prefere vestir as minhas camisolas, tirando prazer em sentir nelas o meu cheiro. Uma absoluta invasora que sistematicamente usa os meus óculos escuros preferidos, troca o borrifo do seu perfume pelo meu e impunemente prefere beber pelo meu copo e comer do meu prato, enquanto se senta em cima das minhas pernas.

 

São demasiadas as vezes que recolho as minhas mãos, acho-as demasiado grandes e agressivas, escondo braços grossos e densos, tremendo no receio de quebrar uma preciosidade única. Sei não existir outra assim no mundo. E eu não tenho espaço para muito mais.

 

 

 

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