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A que devo tamanha bondade, vossa senhoria? Neste desterro mal amado. Num ninho dourado, por sangue de momentos interrompidos.

Sim, vossa senhoria, tamanha bondade? Porque me sinto inchado por vossa imagem mística! Ao lado da minha angústia blasfema. Por vossa imagem fantasmagórica. Voadora. Pensamentos fantasmas. A meu lado, senhoria. Ao pé de mim.

 

Desconheço esse buraco, senhoria. É estranho, para mim. Pois dá calor e virtude. Ao meu deboche venenoso e desfigurado.

Perdoará, mas prefiro que a minha alma vá por entre as brechas corrompidas. É melhor que se cubra de musgo, pois não vá infecta-la, nobre senhoria. Iria vacilar, com certeza. Não lhe assentaria bem, sabe? Pois seja assim; pela sua ignorante bondade. A minha insanidade, vagabundas orações por um nascer de sol, sem esperanças. Seja assim, senhoria.

 

E veja a catedral que habito: não tem deuses! É apenas para a passagem rápida do tempo, que me odeia.

É como um furacão de morte. Um rio de  sangue que me insulta. E corrói. Afogando a minha vida de tudo o que é realmente bom.

Acha que ainda mereço tamanha bondade, vossa senhoria?

 


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