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Podemos dar o significado que quisermos à nossa existência. A que tão docemente chamamos Vida! Podemos decora-la com as roupagens que desejemos. Dar-lhe as cores e os significados que a nossa pobre mente anseie. Não passamos disso. Um amontoado de orgãos nada diferente de outros amontoados de átomos.

Há quem afirme que a sua vida é tudo. Ou absolutamente nada! Que se sentem abençoados ou vivendo num berço de espinhos. Manisfestem-se os desejos para evoluir com regras e julgamentos. Tornar tudo muito mais fácil, com regras de comportamento e Deuses para nos punir.

A vida pode ser de contestação e sonhos. De gritos ou silêncios. De medos e supostas vitórias. Mas pensemos, nada disso interessa. O universo continua a borrifar-se para nós! Estejamos felizes ou cientes de como amamos viver, nada disso desperta realmente interesse. Somos o que somos. Matéria. Estamos sempre a esquecer qual é o nosso verdadeiro lugar no universo. Por sinal, um universo impessoal e externo a nós.


4 comentários

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alucinacoesdaalma 26.02.2012

Uma visão um bom bocado negativa do nosso papel no universo. Mas interessante. Aproveito antes de mais para referir que apreciei o texto. :)
No entanto, não me parece que o nosso papel seja tão insignificante - e sim, tenho consciência que sou muito menos do que um ponto no universo - mas é como cada célula no nosso corpo, pode parecer indiferente, mas acaba sempre por fazer alguma diferença. E o ser humano - não eu em particular, mas todos juntos - temos influência, embora pequena, se conseguimos causar o aquecimento global (algo que se tem vindo a sentir), por exemplo, logo vemos que conseguimos ter impacto no nosso planeta e ainda não sabemos bem quais poderão ser as repercussões... É a essência da teoria do caos, o bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão. Os nossos actos têm consequências para o universo, a grande escala óbvio, não os meus actos insignificantes...
Eu gosto de pensar que fazemos parte desta maravilha, que eu sou matéria e estou de certa forma incorporada nesta beleza que é o universo, eu faço parte! Sim, vou morrer, mas eu vou continuar a fazer parte, porque o meu esqueleto vai ficar, porque alguns animais irão comer a minha carne para sobreviverem, eu vou contribuir para o equilíbrio do universo, a minha matéria vai ficar, pois nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Eu farei sempre parte do universo, só não sei bem em que estado estarei...
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Fleuma 27.02.2012

Antes de mais, agradeço que tenhas passado por aqui, sequer.
Quanto ao teu cometário, posso dizer que já passei pela tua fase, a de achar que tinha mais importância, que não fosse para meramente propagar os meus genes e morrer ( que é o que agora penso). Acho que tem a ver com a vivência. Cada vez gosto menos do que me rodeia. Terás razão, a nossa contribuição será importante, mas no final, apenas restam os outros e quanto ao que fica, que tu de forma singular colocas (esqueleto e carne, interessante...) é apenas para isso, matéria prima para continuar a fazer rolar este mundo. Desculpa, não me deixa contente. Se fosse para melhor, mas não acho que sirva para nada, a não ser para manter a miséria.

Não concordo quando achas o que escrevo negativista, creio que assim fosse, eu já me teria morto. Acho que é apenas real, "cruelmente real e cínico", como certas pessoas gostam de chamar ao que escrevo.
Se te deres ao trabalho « de ler o que aqui escrevo, verás que a minha linha de pensamento não será muito "normal". Gostaria no entanto, que tivesses em consideração que embora floreado com algumas palavras, a maior parte do que aqui escrevo é baseado na minha vida pessoal. Não tenho grandes motivos para rir ou ser amistoso, lamento.

Já agora, pelo que li no teu blog, também não me pareceu muito positivo. O que me atraiu, pela forma de expressão de sentimentos....

Saúde,
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alucinacoesdaalma 29.02.2012

Antes de mais, quero deixar claro que quando referi que era uma perspectiva negativista estava apenas a referir-me a este texto, pois ainda não li mais nenhum texto teu, mas quando tiver tempo tratarei de o fazer.
Em segundo, eu não disse que era negativo num sentido pejorativo. É negativo porque conheço uma forma mais ''bela'' de ver o meu pequeno lugar no universo, não quer dizer que esteja mais ou menos correcta, cada pessoa constrói a sua própria forma de olhar para as coisas e de olhar para o mundo que a rodeia. E não é pelo facto de uma pessoa ter uma perspectiva negativista em relação a uma temática que isso signifique que a pessoa prescinda da sua vida.
Abordaste o tema de forma negativa, na minha opinião, queria sublinhar que ''realidade'' é algo muito pouco linear, nós não sabemos qual é a realidade. Temos a nossa percepção, que falha muito! Portanto, parece-me errado chamar-lhe ''cruel realidade''. Em parte, é a velha questão do meio copo cheio e meio copo vazio. As coisas são sempre demasiado relativas, temos de ter noção de que somos limitados pelos nossos sentidos e que não sabemos nada, não sabemos como vai ser a nossa pós-morte, salvo seja. Há uma frase muito gira que é qualquer coisa do género: quando olho para o tempo antes de eu ter nascido, ele não me assusta, então porquê que o tempo após a morte me haveria de assustar?
É sempre um pouco ingrato falarmos do nosso papel aqui, porque não o conhecemos. Não sabemos se há um ser superior, não sabemos se não há, não sabemos se somos frutos do acaso. Eu sei que os meus pais me planearam, sei que eles me queriam e isso enche-me de orgulho. Eu sou uma pequena coisa do universo, mas sou das coisas mais importantes para os meus pais. Eu espero conseguir continuar a procurar a parte positiva das coisas, porque há sempre um lado positivo!
Sei que os meus textos são na sua maioria pouco optimistas, mas foram escritos em momentos de revolta interior. Não demonstram a minha verdadeira essência, eu tenho tendência a ser descontraída em relação à maioria das coisas... Mas há situações em que perco o controle e muitas vezes refugiu-me na escrita. Ela ampara essa minha revolta interior. E tenho plena noção que os textos que coloquei são bastante negativos, face à minha personalidade.
Compreendo que todos temos alturas na nossa vida em que parece que não temos motivos para sorrir. Mas há sempre algo na nossa vida que tem valor para nós, devemos procurar essas coisas, valorizá-las, aproveitá-las!

Um beijinho e saúde. :)
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Fleuma 01.03.2012

Concordo com o que aqui escreves. Posso afirmar-te que jamais me passou pela cabeça que estivesses a ser pejorativa. Não, longe disso. Aceitei como uma opinião tua, pessoal, portanto aceitável.
O negativismo de que se fala, existe na minha ideia. Como referi, não tenho a tua visão da vida. Por isso me atraí a tua forma de ver as coisas. No entanto, porque já passei e vi muitos outros passar por muita tragédia, é impossível não forjar o meu carácter dessa forma. A minha consciência foi muitas vezes violentada, quer por minha própria culpa, porque sou demasiado incapaz de tolerar certas noções, quer por culpa de muitos outros, que se limitaram a arranjar para mim um lugar de morto. Não te interessará, pensarás. Mas é uma suprema justificação.
Sim ,a realidade é pouco linear, sem sombra de dúvida. Por isso, a "minha" é muitas vezes não só cruel como demasiado vazia. Acho que se dá demasiada importância à realidade. Por isso tento não a impor a outrem. Se calhar é por isso que ainda conseguem viver comigo. Naturalmente te peço paciência e neutralidade, pois o que escrevo é demasiado para o "estômago" de certas pessoas. É a minha visão e por mais que se tente ela muda de acordo com a minha vivência.
Eu não concordo com o facto de não saber qual o meu papel. Sei-o, demasiadamente bem. E nem sempre me agrada. Não acredito em seres superiores, apenas porque nunca me foi provado nada. Antes o contrário. Aqui, sinto-me em paz.
Serás sempre bem vinda, e as tuas opiniões respeitadas. Apenas te peço mente aberta. Muito do que aqui escrevo, pelo qual tenho sido amplamente insultado, é parte de mim. Confundi-lo com arrogância ou presunção, é o caminho mais fácil de condenação. Mas não o mais certo.

Saúde ....

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