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Já quis ser muita coisa. Já pensei ser muita coisa. Mas nunca o que era esperado por outros. Eis um perfeito mar de desilusões para os que tanto esperavam ver em mim! Aqui, nesta desilusão, a melhor estrada para os que depositaram esperanças ou sonhos em mim. O melhor caminho para que se retirassem. De costas voltadas.

Algures na consciência alheia, alguém achou que me converteria. Achando, agiu. Fracassou. Um dos grandes golpes que dei e recebi. Total falhanço.

Não vi luz alguma. Escuridão, tão só.

Aos que me apontavam caminhos, tão certos e sempre em linha reta, revoltei-me. Convencido que existem outros percursos. Errei, ainda o faço. Mas ainda assim, mais um duro golpe. Mais desilusão e amargura. Poder para a alma. Anarquia.

 

O que resta? Hoje e sempre? Amigos! Sim! Mentira!!

 Longe disso. Ninguém é realmente amigo sem concessões. É a natureza, até aqui nada de realmente novo.

Mas que não se pense que me arrasto pelas paredes da angústia. Que não se pode encontrar conforto na solidão e na escolha de um pequeno número de pessoas em quem realmente confiamos. Tudo o resto é apenas acrescentar peso desnecessário.

 

Anarquia, tem sido algo muito presente desde muito cedo. Desde a incompreenção dos que me rodeavam, aos que juravam amor fiel, intolerável. Não se podem medir as pessoas. Muito menos quando estão habituadas a destruir e reconstruir de forma metódica. Veja-se, quando nos esbofeteiam e afirmam: Não tens futuro! Apenas três palavras, um mar de destruição sem piedade.

Mas com estas palavras cresce a fúria. O ódio cego. Contra nós e contra os outros. E num espasmo de tempo ( anos, meses ...), estudamos até á morte. Trabalhamos e crescemos. Como crescemos! E por cada vitória, por pequena que seja, queremos mais. É um pouco como depois de recebermos um soco na boca; eu já recebi alguns e também já retribuí  com todo o prazer! A boca sangra, escorre para a roupa e o  sabor "metálico" do meu próprio sangue aumenta a adrenalina de tal forma, que eu só descanso quando quem o fez já não se levante. Ou então seja eu, que não me levante.

É um pouco isto, o que me transforma, o que me alimenta a falta de futuro. Sou um destruidor e construtor metódico. Apenas isso.

Uma ferramente afiada.

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