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Mataria pelo pequeno pedaço de ilusão que só a ti pertence. E que tu, tão benigna, me ofereces. Um pouco disso, por pouco que seja. Quero-o.

Não sou viciado nisso, nessa oferta. Porque nunca tive nada disso. Eis porque te devoro. E porque engulo, em vez de saborear. E vê, linda criatura! E pasma, bela serenata de sol! Como me alimentam as tuas esperanças. Como minhocas em anzol de pesca. Comida para um amante egoísta, dizem.

 

Eh, não disseste que querias um pouco? Exprimentar esta faculdade, estranha percepção? Começa pela dôr. Começa pela glicerina que te cobre a alma. Que essa está bem tratada, aninhada em conforto e sorrisos. Rasga-a! Retira-a e saberás, pelo menos um pouco mais ...

Não importa, não interessa. Agora que aqui estás deixa de mentir. Roubaste algo de ti. Deixa passar os dias, que não te será mais fácil.

 

Mosca gulosa? Está bem, a sério. Esse pode ser um dos meus muitos nomes. Não és do meu género. Mas esqueces depressa. Eu nunca estou realmente só. Mas estou sempre sozinho, consegues compreender? Tu que tens tão belo gosto e trajar, manjar dos deuses. Pessoalmente, queres que te diga o que me vai na alma? Vontades, muitas. Uma delas, a de te morder.

... Diz-me, conseguirias fugir?

 

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1 comentário

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Mariella 28.08.2012

muito obrigada :)
um belo texto.

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