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A rendição à  decadência, a um certo estado de espiríto, onde a perdição mental será a última e definitiva graça humana. Quase se tornam palpáveis os dias de serena raiva. Onde os olhos não abrangem, onde não é possivel ver, sentir é a forma mais segura e clara de viver.

Quem se queixa da chuva e do cinzento destes  dias, quem foge da trovoada e do céu vestido com cobertores negros, nunca se vergou ao peso do silêncio. Não sabe como consola o trovejar aos que vivem debaixo de uma existência parda, manchada pela falta do riso.

 

Consolam-me os dias escuros. Os arrepios de  certeza e a vontade de abdicar. Há algo de selvagem, de supremamente terminal no abdicar. É como se brindasse a um fim. Para começar outro dia.

 

A rendição à decadência. Uma graça humana que até os deuses temem.







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