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Nunca se devem lamentar os prazeres secretos que nos assomam tantas vezes. Pequenos trejeitos de personalidade que nos afastam de tudo. Tiques, paixões.

Eu, com todo o peso que a palavra possa ter, sinto uma genuína paixão pela escuridão. Por tudo o que carrega, por todas as noções de bem e mal que transporta, por este conceito e por esta falta de luz, nunca me senti cego. Nunca.

Consigo compreender quem  se sente atemorizado pela falta de luz, quando o breu é tão denso que não vemos um palmo à frente do nariz. A sensação de abandono e perdição deve ser esmagadora. Mas também me parece que advém em muito da necessidade que a maioria tem de se sentir protegida. A noite e a escuridão conseguem transformar-se em labirintos de desespero, sem dúvida.

Mas a solidão que evoca, o silêncio conseguido em horas altas da noite, não se podem comprar ou quantificar. Ultrapassa tudo o que possa reluzir nos dias mais solarengos.

Longe de qualquer conceito meramente supersticioso, mágico ou romancesco, a  escuridão é mais do que o negro ou falta de luz. É um prazer meu, que se transforma em iluminação para os dias difíceis ....

 

 

 

 

 

 

 


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