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É a mais estranha das soberanias, essa rapidez de destruição. Para voltar a reconstruir.

O consumir, uma irmandade que sangra e sofre, obtendo disso, o prazer. E torna-se imparável. Provoca os sentidos ... (esses) quase mortos. Agora despertos.

Não existe harmonia em mim. Nunca entendi a pacificação interior de que falam os poetas do armísticio amoroso. Não me invoca qualquer paz interior se não fôr amar e ser amado em demente posse. Mas é um anseio meu, esta procura de um canal de ligação entre a corrente e a lua. Vem de muito antes, como exlamava o filósofo - " vem do útero até à sepultura!"

 

Alguém já tentou sangrar sem dor? Creio que se torna passivel de loucura. Um estágio que pavimenta o caminho para a mais intensa observação. A verdadeira beleza reside nisto: na dor. Que nos torna realmente humanos. Não o amar algo. É o sofrimento.

Até a melancolia se torna numa espécie de fogo aceso no céu. Uma reverência feita em nome de algo que considero precioso nestes dias, onde cada vez menos existem preciosidades.

 

É bom que me sinta assim, brutalmente crú. Consigo vislumbrar uma beleza que muitas vezes permanece oculta.

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